A
Noiva do Drácula
CAPÍTULO
2:
- Boa
tarde, pessoal. - David cumprimenta os colegas de trabalho, e
encara Luana.
Luana
olha bem para ele e percebe um brilho em seus olhos. Realmente
tinha medo dele. A forma de ele
olhar para ela, a forma como sorria... era pura malícia! Parecia que
queria sua alma.
Mas,
não era bem só medo. Sentia também algo por ele. Desejo, talvez?
Afinal
de contas, David era tão lindo que a deixava sem ar.
-
Luana. - seu chefe a chama, despertando-a de seus devaneios.
-
Sim, chefe. - ela desvia seu olhar de David para seu chefe: um
homem de meia-idade, cabeça raspada, moreno escuro e um pouco acima
do peso.
-
Venha aqui na minha sala, por favor.
-
Sim, claro.
-
O que será que ele vai mandar você fazer agora? --- David pergunta,
olhando-a de soslaio.
Pai
do céu! Será que ele não conseguia olhar para ela sem aquele
brilho malicioso no olhar?
-
N-Não sei. --- Luana gagueja, observando a beleza daquele homem.
-
Qualquer coisa, você me fala.
-
S-Sim. --- Luana sai da presença de David e caminha até a sala de
seu chefe.
* * *
Linda...
Linda.
Maravilhosa. Uma deusa.
Era
isso e muito mais o que Luana era para David.
Ele
era louco por ela.
Tão
louco que bastava olhá-la para ficar sem ar.
Há
algum tempo, desde que a conheceu, sentia atração por ela. E mesmo
agora, aos vinte e dois anos – ou supostamente isso – seus
sentimentos por ela não tinham amenizado. Ao contrário; só tinham
aumentado ainda mais.
A
forma como ela andava, como falava, como sorria...
David
sorri maliciosamente.
Ela
era uma deusa linda. Sua deusa de cabelos cacheados.
Ele
tinha que tê-la para ele. E só para ele! Não suportava a ideia de
que ela fosse pertencer a outro homem. Não... Ela tinha que ser
dele!
E
aí... quando ela lhe pertencesse... contaria seu maior segredo.
-
David! - alguém o chama: Fred.
-
Sim. - ele desvia sua atenção da sala do chefe.
-
Vamos trabalhar, cara. - diz Fred, já sentado em sua mesa, como
Jessica e Nina.
-
Ah... David fala, ainda perdido em pensamentos. - Sim.
* * *
Instantes depois, Luana aparece com uma pilha de manuscritos e praticamente os joga na mesa de tão pesados.
-
Nossa. - David avalia a torre de papéis. - Então, era para isso
que ele estava te chamando? Para poder te escravizar?
Luana
lhe dá um sorriso tranquilizador.
-
Não... Ele não está me escravizando. - ela ajeita as folhas. -
É até uma forma de me distrair.
-
Do quê? - pergunta, interessado.
Ele
percebe ela corar. Por quê ela está corando?
-
Das coisas.
-
Ah... sim.
Luana
se senta em sua cadeira e começa a trabalhar em seu computador.
Belas
unhas...
Não...
ela era toda linda!
Ela tinha
que saber. Ela tinha que saber dos sentimentos que ele tinha por ela,
e... mais outra coisa.
De
repente ele tem uma ideia: iria chamá-la para sair. Desse jeito,
poderiam ficar a sós, e aí, ele poderia lhe contar tudo.
-
Luana. - ele a chama.
Ela olha
para ele.
- Sim?
- responde, ainda teclando.
- Quer
sair comigo?
Ela para
de teclar na hora e o encara.
- O
quê?
Por quê
ela arregalou os olhos? Ele era algum tipo de aberração? Bem...
sem comentários...
- Sair
comigo. - responde calmamente, ainda encarando-a. - Você quer?
Nossa,
ela estava pálida. Até mais que ele.
- Que
dia?
- Hoje.
- ele percebe ela hesitar. - O que houve?
- É
que hoje eu vou ter que comprar os remédios da minha madrinha.
- E o
que isso impede?
Ela
estava hesitando de novo.
- É-É
que eu... - ela gagueja, desviando o olhar do dele. - Eu vou ter
que passar em um lugar primeiro...
- Que
lugar? - pergunta sem rodeios. Por que parecia que ela estava
fugindo dele? Aliás, como sempre...
- No
médico. - responde de imediato. - Eu vou ter que pegar algumas
outras receitas médicas, e... - ela o olha hesitante, e volta a
desviar o olhar. - Talvez eu demore... desculpe.
Ele a
olha intensamente. Só que nós podíamos conversar enquanto o
maldito médico demora!, ele pensa.
Mais uma
vez ela estava fugindo dele. Mas por quê ela sempre fugia dele?! Não
sabia, mas também, não podia obrigá-la a fazer nada.
-
Tudo bem. Outro dia, então. - contrai a mandíbula, contrariado.
Ela lhe
dá aquele sorriso insosso de sempre volta a atenção para seu
trabalho.
Será que
ela não percebia que ele odiava aquele sorriso? Amava tudo nela, mas
odiava aquele sorriso falso. Gostava mais quando ela sorria como
sempre, tão linda ao ponto de fazê-lo suspirar como um bobo
apaixonado.
Mas tinha
um outro plano. Outro dia falaria com ela. Mas aquilo não iria ficar
assim.
Não
iria!
Give in To Me - Michael Jackson
Give in To Me - Michael Jackson





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