A
Noiva do Drácula
CAPÍTULO
11
Luana
desde os quatro anos tinha sido criada pela madrinha, pois sua mãe
morreu jovem, e nunca conheceu seu pai. Ela e a madrinha tinham se
mudado para a cidade nova quando ela já tinha dezesseis anos, depois
de anos se mudando de um lugar após outro. Logo que chegara à
cidade, Luana não tinha feito muitos amigos, mas tinha se adaptado
bastante. Em um belo dia, Dolores pedira para Luana comprar seus
remédios. Chegando na farmácia, Luana avistou um garoto lindo:
olhos azuis profundos, cabelos negros caídos até a testa, levemente
bronzeado, e com um sorriso de tirar o fôlego. Naquela época, David
tinha um rosto mais sereno, diferente do homem sombrio de agora, que
tanto temia.
Luana
terminou de pagar os remédios e, sem querer, esbarrou em David.
- Oh! Me desculpe!
David
sorri para ela. Ainda novo, ele era lindo.
- Não se preocupe. Eu que fiquei no meio do caminho. - ele parecia
estar olhando nos olhos dela. - Qual é o seu nome?
-
Luana. E você?
-
David.
Desde
aquele dia, formaram uma bela amizade. Porém, Luana tinha se
interessado pelo garoto mais popular do colégio e, então, começaram
a namorar. O namoro durara apenas dois meses, mas fora o mais longo
da sua vida. Todos os seus outros quatro namorados, que arrumara com
o passar do tempo, não durara, nem ao menos, duas semanas! E todos
eles haviam terminado com ela de modo estranho, sem qualquer
explicação. Parecia que estavam com medo de algo. Tinha se sentido
uma azarada no amor. Desde então, não arrumara mais nenhum
namorado.
Desde
que conhecera David, tinham sido muito amigos, exceto há um ano
atrás. É claro que ainda eram amigos, gostava dele tanto quanto
gostava dos outros, mas há um ano atrás, David tinha começado a s
comportar de forma... diferente. Os olhos dele já eram um pouco
sombrios mas, desta vez, estavam mais maliciosos que o próprio
diabo. Sem falar do jeito, que conseguia lhe intimidar.
Certo
dia, tinha ficado um tanto confusa sobre a conversa que tivera com
David sobre seu último namorado.
-
Então, quer dizer que vocês terminaram? - David perguntou, com um
vestígio de sorriso no rosto.
Os
dois estavam sentados num banco de uma praça, à luz do dia,
alimentando os pombos que por ali voavam. David estava lindo, todo de
preto, como sempre.
- Sim. - Luana respondeu, um pouco desanimada devido ao término do
namoro. - Ele terminou comigo, do nada. Igual aos outros.
David
olhou para ela, o que pareceu ser uma eternidade, depois suspirou.
- Não fique assim, Luana. - ele sorriu. - Realmente, não era para
você ficar com aqueles idiotas. Nenhum deles merecia você.
O rosto dele transmitia uma mistura de
alívio com algo mais pecaminoso. David era lindo. Como, afinal,
nunca se envolvera com ele? A verdade era que o considerava como um
irmão.
Luana
sai correndo de seu trabalho e para no meio da calçada, a respiração
ofegante. Mas, o que foi aquilo? David a amava? Mas, como?
Tinha
se acostumado com David como uma espécie de irmão e, agora,
descobrira que ele a amava. E o jeito dele olhá-la, a forma como
disse todas aquelas coisas, com aquele olhar selvagem, doido para
devorá-la...
Uma
lágrima cai de um dos seus olhos. Nossa, por quê estava chorando?
Talvez pelo fato de ter sido abordada de uma maneira tão violenta.
Logo David, a quem considerava seu melhor amigo.
Luana
enxuga a lágrima e se recompõe. Tinha que estar mais equilibrada.
Logo, logo reencontraria Drácula, seu noivo.
Como
que num passe de mágica, Drácula aparece atrás dela.
-
Olá, Bela Lua.
Luana
sorri para ele, mesmo com os olhos ainda vermelhos do choro.
-
Drácula.
Ele
muda sua expressão de alegre por reencontrá-la para preocupado.
-
O que foi, Bela Lua? Por quê chora?
Luana
pega um lenço de dentro de sua bolsa e assoa o nariz.
-
Ah, nada demais. - ela sorri, numa tentativa de tranquilizá-lo. - Lembrei de algumas coisas, só isso.
-
Quer me contar?
Contar
para ele? Nunca.
-
Não é nada demais. Coisas de mulheres. Você não entenderia.
Drácula,
por um momento, fica um pouco confuso, mas depois se inclina em
direção a ela e beija seus lábios carnudos.
-
Seja o que for que lhe incomode, Bela Lua, estarei sempre aqui para
você.
Sempre
aqui para ela. Luana sorri. Parecia que tinha conseguido o príncipe
encantado. Bem diferente de seus outros namorados anteriores, esse
nunca a deixaria. De um certo modo, sabia que estava gostando dele. E
por quê não gostaria? Ele era lindo, jovem – quer dizer, um pouco
mais velho que ela, claro – gentil, romântico... Realmente, tinha
todas as qualidades que uma mulher iria querer num homem. Sim.
Drácula estava conquistando seu coração. Em menos de um dia.
-
Obrigada. - Luana se levanta nas pontas dos pés para beijá-lo de
leve nos lábios. - Você é muito legal. - ela sorri.
Drácula
a envolve em seus braços. Nossa.
-
Quero saber como foi seu dia, minha bela.
Luana
desvia o olhar. Não queria olhar para Drácula, falando sobre seu
dia um tanto confuso com David. Nem ao menos queria falar sobre
aquilo.
-
Bem... ah... você quer mesmo saber? Meu dia foi um tanto... chato.
Você não iria querer saber.
-
Quero saber tudo sobre você, minha bela. Qualquer coisa. Estamos nos
conhecendo, certo?
Ah,
não. Tinha mesmo que falar com
ele sobre aquele assunto? Sobre David ter se declarado a ela logo
depois de ter investido para cima dela com tanta violência? Não
queria falar sobre aquilo. Nem agora, nem nunca.
-
Ah... sabe o que é?... Eu não quero falar sobre isso.
Ela
o olha nos olhos, como uma súplica. Drácula a olha atentamente e
parece desistir do assunto.
-
Tudo bem, Bela Lua. Não a forçarei a fazer nada do que não quer.
Luana
sorri, aliviada.
-
Então... quer dizer que somos noivos... - Luana diz, mudando de
assunto.
- Sim, Bela Lua. - Drácula sorri. - Deixe-me ver sua aliança.
Luana
mostra sua aliança prateada com o solitário rubi para ele. Drácula
sorri e beija a aliança.
-
Linda, minha bela. Está ainda mais linda assim. - ele a olha com
uma certa conspiração no olhar. O que estava tramando? - Bela
Lua, quero te pedir algo.
-
O quê?
-
Quero que você jante conosco amanhã, na minha casa.
-
“Conosco”, você quer dizer quem?
-
Ah, Ivan, eu... e meu sobrinho.
O
rosto de Luana se ilumina. Finalmente iria conhecer o sobrinho de
Drácula. Estava mais que curiosa depois da conversa deles ter sido
interrompida na noite anterior.
- Ah, sim, claro. - Luana sorri para ele, já com o humor bem melhor.
- Irei. Mas, esse jantar será que horas?
- Eu sei que sua madrinha se preocupa com você, por causa do horário,
mas... quero muito que você vá. O horário será um pouco tarde. Às
nove.
-
Nove da noite?
-
Claro. Não teria como ser às nove da manhã. - Drácula sorri.
Ah,
claro. Ele é um vampiro.
- Não se preocupe. Amanhã é sábado, não irei trabalhar.
- Ah, não?
-
Não. Eu... - Então Luana lembra: amanhã teria que ir com os
amigos à uma discoteca. - Ah...
- O que foi, Bela Lua?
-
É que amanhã... irei sair com os meus amigos... Desculpe.
Drácula
sorri para ela.
-
Não se desculpe, minha bela. Posso marcar para depois de amanhã.
Iria
dizer para ele que domingo iria à praia, mas deixa para lá. Afinal,
a praia era de tarde, e o almoço seria de noite.
-
Ah. Sim. Mas, estou muito curiosa para conhecer seu sobrinho.
Drácula
sorri.
-
Ah, sim. Mas, por favor, não ligue para o humor dele. Meu sobrinho
está mais revoltado do que nunca esses dias.
Mais
do que David, eu duvido.
-
Ah, sim. Mas, mesmo assim, estou curiosa para conhecê-lo.
-
Claro. - Drácula consulta o relógio que tem no pulso esquerdo.
- Bela Lua, já vão dar 22:00 hs. Sua madrinha ficará preocupada.
Luana
salta de susto. Ah, é mesmo!
- Você... vai me levar em casa?
-
Claro. Que tipo de noivo acha que eu sou?
Ela
sorri.
-
Ainda é meio estranha estar noiva de alguém.
Eles
caminham até a Lamborguine vermelha. Drácula abre a porta do carona
para ela.
-
Não fique assim. É só você olhar sempre para essa aliança e
lembrar que pertence a mim.
Antes
de ela entrar, Drácula lhe rouba um beijo que faria qualquer mulher
estar no céu. Ele beija tão bem...
Luana envolve os braços no pescoço dele e aprofunda o beijo.
Realmente. Estava se apaixonando por Drácula. Agora, mais do que
nunca, iria lutar por esse novo amor. Mesmo até que isso fosse
afastar David de sua vida.
Eles quebram o beijo, e Drácula segura sua mão, a guiando até o assento do carona. Ele, nem ao menos, estava tão ofegante quanto ela. Estava calmo. Até demais. Vampiros deviam ser assim.
Ele
fecha a porta e contorna o carro para abrir a porta do motorista. Ele
entra e se senta no banco, batendo a porta, enquanto a olha
intensamente.
- Bela Lua. Quero te pedir uma coisa.
-
Sim.
-
Não fique com medo de mim. Nunca lhe faria qualquer mal.
-
Não tenho medo de você.
-
Não?
-
Não.
-
Mesmo eu sendo um vampiro?
-
Mesmo você sendo um vampiro. Há pessoas normais que colocam mais
medo do que você, isso eu garanto. - responde, pensando em David.
- Então, você tem medo de alguém?
Ah,
não. Luana desvia o olhar,
depois voltando a fitá-lo com um sorriso torto.
-
N-Não... Claro que não. - mente.
Drácula
sorri e acaricia os cabelos ondulados dela.
-
Bela Lua... você é tão maravilhosa... Diferente de todas as
mulheres que já conheci.
O
sentido de Luana alerta.
-
Então, você conheceu outras mulheres, além de mim? - ela sorri,
com cinismo, escondendo o ciúme que estava começando a brotar.
- Não se preocupe, Bela Lua. Nenhuma delas foi tão especial como
você.
Luana
fica ruborizada.
Especial.
Ele a achava especial. Ela sorri.
-
Obrigada.
-
Pelo quê? - ele pergunta, ligando o carro.
-
Por me achar especial.
Ele
sorri.
-
Não precisa agradecer por isso, Bela Lua. Nunca agradeça, ou peça
desculpas, por ser linda.
Tinha
homem mais romântico na face da Terra? Estava encantada com Drácula.
Sim, ele a fazia se sentir completa, mais viva, mais... especial. Ela
olha o perfil dele. Queixo quadrado, feições fortes, olhos azuis
bem claros, boca um pouco carnuda, cabelos não tão curtos...
Drácula era um verdadeiro deus dos vampiros. E era todinho seu.
Ele
a deixa na porta de sua casa.
- Até depois de amanhã, Bela Lua.
- Até. Mas, já vai embora? Não quer conhecer minha madrinha?
- Eu já a conheço.
- Mas, agora, como meu noivo.
Drácula sorri para ela. Aquele sorriso tão lindo quanto o de... Luana para de pensar.
- Adoraria, minha amada. Mas, sua madrinha deve estar cansada.
- Nem tanto. Ela deve estar assistindo a novela favorita neste momento.
- Não quero ser indelicado.
Luana puxa seu braço e o conduz até a entrada de sua casa.
- Não se preocupe, seu bobo.
Uma vez lá dentro, Dolores vira a cabeça para a porta, sentada no sofá.
- Ah, Luana, é você, minha filha? Quem é ele?
- Não se lembra dele, madrinha? É o homem que a senhora viu ontem. - Luana fala para a madrinha, segurando a mão de Drácula.
Dolores sorri e se levanta do sofá, caminhando até os dois.
- Então, é você que é o namorado da minha afilhada?
- Noivo, madrinha. - Luana a corrige.
- Sim, bela dama, sou o noivo de sua afilhada. - Drácula beija a mão de sua madrinha, num gesto cortês.
Bela dama?
- Vim aqui somente para vê-la. Já estou indo embora, bela dama.
- Ah, sim. Afinal, estou um pouco cansada. Amanhã de tarde, antes de a Luana ir para o trabalho, você vem aqui me ver.
Dona Dolores nem ao menos sabia que Drácula era um vampiro. Como podia falar para ela, um dia? Não acreditaria nunca. Ou até mesmo iria mandar terminar tudo com ele, por medo.
- Ele não pode vir amanhã, dinda.
- Não? Por quê?
E agora?
- Amanhã estarei ocupado, bela dama. - Drácula a salva.
- Ah, sim. Mas, qualquer dia desses, venha jantar com a gente.
- Virei, bela dama.
Dolores sorri para ele. E não é que sua madrinha estava se adaptando bem ao novo pretendente?
- Bem, acho que o comercial já acabou. Vou voltar a ver minha novela. Foi um prazer conhecê-lo.
- O prazer foi todo meu, bela dama.
Dolores volta para seu lugar no sofá, e Luana acompanha Drácula até a saída.
- Esqueci de te oferecer um copo d'água. Você quer?
- Não, Bela Lua. Só sinto sede de apenas duas coisas.
- E quais são?
- Café e sangue.
Luana o olha, espantada. Será que chegaria o dia em que ele a morderia?
- Você mata as pessoas para conseguir sangue?
- Matar? Não, eu não mato. Bebemos sangue de animais, já mortos.
Ugh! Que nojo!
Luana faz cara feia, enjoada.
- Parece ser nojento.
- Mas, é. Sangue humano é mais gostoso, e fresquinho.
Ah.
- Digo isso porque já bebi. Mas foi há muito tempo atrás.
- Ah, sim...
- Então, Bela Lua. Até depois de amanhã.
Drácula beija sua mão numa mesura e caminha até o carro.
* * *
- Até depois de amanhã, Bela Lua.
- Até. Mas, já vai embora? Não quer conhecer minha madrinha?
- Eu já a conheço.
- Mas, agora, como meu noivo.
Drácula sorri para ela. Aquele sorriso tão lindo quanto o de... Luana para de pensar.
- Adoraria, minha amada. Mas, sua madrinha deve estar cansada.
- Nem tanto. Ela deve estar assistindo a novela favorita neste momento.
- Não quero ser indelicado.
Luana puxa seu braço e o conduz até a entrada de sua casa.
- Não se preocupe, seu bobo.
Uma vez lá dentro, Dolores vira a cabeça para a porta, sentada no sofá.
- Ah, Luana, é você, minha filha? Quem é ele?
- Não se lembra dele, madrinha? É o homem que a senhora viu ontem. - Luana fala para a madrinha, segurando a mão de Drácula.
Dolores sorri e se levanta do sofá, caminhando até os dois.
- Então, é você que é o namorado da minha afilhada?
- Noivo, madrinha. - Luana a corrige.
- Sim, bela dama, sou o noivo de sua afilhada. - Drácula beija a mão de sua madrinha, num gesto cortês.
Bela dama?
- Vim aqui somente para vê-la. Já estou indo embora, bela dama.
- Ah, sim. Afinal, estou um pouco cansada. Amanhã de tarde, antes de a Luana ir para o trabalho, você vem aqui me ver.
Dona Dolores nem ao menos sabia que Drácula era um vampiro. Como podia falar para ela, um dia? Não acreditaria nunca. Ou até mesmo iria mandar terminar tudo com ele, por medo.
- Ele não pode vir amanhã, dinda.
- Não? Por quê?
E agora?
- Amanhã estarei ocupado, bela dama. - Drácula a salva.
- Ah, sim. Mas, qualquer dia desses, venha jantar com a gente.
- Virei, bela dama.
Dolores sorri para ele. E não é que sua madrinha estava se adaptando bem ao novo pretendente?
- Bem, acho que o comercial já acabou. Vou voltar a ver minha novela. Foi um prazer conhecê-lo.
- O prazer foi todo meu, bela dama.
Dolores volta para seu lugar no sofá, e Luana acompanha Drácula até a saída.
- Esqueci de te oferecer um copo d'água. Você quer?
- Não, Bela Lua. Só sinto sede de apenas duas coisas.
- E quais são?
- Café e sangue.
Luana o olha, espantada. Será que chegaria o dia em que ele a morderia?
- Você mata as pessoas para conseguir sangue?
- Matar? Não, eu não mato. Bebemos sangue de animais, já mortos.
Ugh! Que nojo!
Luana faz cara feia, enjoada.
- Parece ser nojento.
- Mas, é. Sangue humano é mais gostoso, e fresquinho.
Ah.
- Digo isso porque já bebi. Mas foi há muito tempo atrás.
- Ah, sim...
- Então, Bela Lua. Até depois de amanhã.
Drácula beija sua mão numa mesura e caminha até o carro.
- Até depois de amanhã, Drácula.
Luana
não podia evitar. Estava apaixonada por ele. Ela observa a
Lamborghini partir e sorri consigo mesma. Ela volta para dentro de
casa.
-
Ai, madrinha... Estou apaixonada.
-
Eu duvido. --- Dolores fala, ainda vendo a novela.
Luana
vai até a sala e cruza os braços, encarando a madrinha.
-
Por quê a senhora diz isso?
-
Você sabe muito bem.
Ela
continua a olhar a madrinha, um tanto confusa, mas aquele comentário
não valia a discussão. Ela pega sua bolsa e vai direto para seu
quarto. Luana joga sua bolsa no cabideiro e pega uma camisola rosa
bebê no guarda-roupa, tirando a roupa do trabalho.
-
Por quê a senhora disse aquilo, madrinha? - Luana pergunta à
madrinha, quando já estão dando os comerciais.
-
Aquilo, o quê?
-
Sobre ser uma mentira por eu estar apaixonada.
-
Você já sabe, Luana. Até melhor do que eu. O rapaz é bonito, sim.
Mas, a verdade é que ele não serve para você.
-
Madrinha, ele me encanta. Eu me apaixonei por ele. A senhora não
sabe o que está no meu coração. -- Luana responde, já irritada.
Como sua madrinha podia ser tão pessimista? E como assim, ela sabia?
Luana vai até a madrinha e lhe dá um beijo na fronte. - Boa
noite.
-
Não fique com raiva de mim, Luana. Eu só quero o seu bem.
Luana
suspira e encara a madrinha.
- Tudo bem, madrinha. De qualquer forma, eu te amo.
-
Também te amo. Não vai assistir a TV?
-
Não, não. Hoje, não. Vou descansar um pouco. Boa noite.
- Nem vai jantar?
- Estou sem fome. Boa noite.
- Boa noite.
Luana
pula em sua cama e encara o teto. Por quê sua madrinha estava sendo
tão pessimista? O que, afinal, ela mesma sabia? Será que era por
causa dos namorados anteriores com quem havia se relacionado e depois
a abandonaram, sem mais nem menos? Luana vira de lado e aperta o
travesseiro. Se era isso, iria acalmar o coração da madrinha. Não
teria mais perigo de se envolver com homens covardes que abandonavam
mulheres. Nem mesmo homens intimidadores que a deixava com as pernas
bambas. Apenas com um homem cavalheiro e gentil que a fazia estar nas
nuvens. Ou melhor. Um vampiro lindo e maravilhoso que era só dela,
agora, e para sempre.







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