A
Noiva do Drácula
CAPÍTULO 6
- Você... Você está brincando comigo?
Luana
não podia acreditar no que ouvira. Não podia acreditar no que
aquele homem louco e sombrio estava dizendo. Como assim, ser noiva
dele?
- Não, Bela Lua. - ele avança um passo na direção dela. - Gostei de você. Você me encanta.
- E depois de tudo o que você me fez ver aqui... espera que eu aceite,
logo de cara? A gente mal se conhece!
Luana
estava transtornada, enquanto o esquisitão estava todo... normal.
- Então, lhe darei um tempo para decidir, Bela Lua. Não precisamos
ter pressa. - ele sorri maliciosamente.
Aquele
homem era lindo. Tanto quanto David. Mas não podia deixar se enganar
pela beleza dele, nem por aquele papo furado.
- Prove.
Ele
a olha, confuso.
- Provar,
o quê?
- Que você é um vampiro. - Luana nem ao menos sabia o que estava
dizendo. E se ele fosse? Aquilo não era bom.
- Mesmo depois de ter visto isso tudo... - Drácula balança a cabeça
em reprovação. - Mulher de pouca fé. - ele a olha mais
atentamente. O que será que ele estava pensando? - Tudo bem. Já
que você quer... Venha aqui, Bela Lua.
Ah,
não. E se ele a mordesse? Não queria virar vampira! Mas... será
mesmo que ele era vampiro?
- O que você quer? - Luana pergunta, temerosa.
Drácula
acha graça.
- Não tema, Bela Lua. Não irei lhe fazer mal algum.
- E esse “mal algum” inclui me morder?
O
sorriso dele se amplia. Que homem lindo...
-
Já disse: não tema. Não irei lhe morder.
- Jura? - poderia acreditar nele?
- Prometo, Bela Lua.
Bem...
poderia acreditar, sim. Talvez.
Luana
chega um pouco perto dele, tremendo de medo. Se ele realmente fosse
um vampiro, ela estava ferrada. Estava perto demais, ao ponto de
quase encostar seu corpo no dele. O que ele vai fazer?...
- Pronto, Bela Lua?
-
S-Sim... - será que estava?
Drácula
abre lentamente a boca. Dentes perfeitos emolduravam sua gengiva bem
vermelha. De repente, lá estava. Lentamente, seus dentes caninos
ficaram maiores do que os dentes caninos de um cachorro. Ah, meu
Deus.
E
lá estava sua resposta: seu “futuro pretendente” era um vampiro.
-
Meu Deus... do céu...
Luana
estava estatelada. Não sabia mais o que dizer. Simplesmente.
- Mais alguma dúvida, Bela Lua?
Mais
nenhuma...
- N-Não. Agora não. - ela engole em seco.
Os
dentes dele voltam ao normal como num passe de mágica.
- Viu? Não te mordi.
- Mas, se você me mordesse... poderia me matar, não é?
-
Nunca vou querer sua morte, Bela Lua. Não acabei de mencionar que
quero que você seja minha noiva? E, outra... você não morreria.
Não se for virgem.
Ah,
não. Educação sexual agora?
- Você é virgem, Bela Lua?
-
É meio constrangedor dizer isso, mas... sou.
Drácula
sorri.
-
Bom, Bela Lua. Mas, não se engane. Não vou lhe morder agora. Só
depois que nos casarmos. Não quero cometer o mesmo erro que meu
irmão.
Nos
casarmos? Mas, o quê?...
- Seu irmão, o Ivan? O que foi que ele fez?
Drácula
assume uma expressão séria e se afasta um pouco.
-
Não foi ele. Foi meu outro irmão. - sua expressão passa de séria
para triste. Outro irmão? - Seu nome era Vlad. Ele se
envolveu com uma humana. Não deu muito certo.
-
Ué, mas... eu não o vi.
-
Claro que não. Ele está morto.
Ah...
-
E a única lembrança viva que temos dele é seu filho.
-
Você tem um sobrinho?
- Sim. Embora ele seja um pouco revoltado. - Drácula ri, com
desgosto.
- Revoltado? Por quê?
- Porque ele é mestiço. --- ele faz uma outra pausa, pensando em
algo. - E mestiços não são bem aceitos na sociedade vampírica.
- E, se por acaso, nos casarmos e você tiver um filho comigo... ele
também não vai ser aceito, não é?
Ele
sorri.
-
Bom saber que você também pensa em casar comigo, Bela Lua. - ele
fala com um pouco de sarcasmo. - Mas, não se preocupe. Não ligo
para o que a sociedade vampírica pensa de mim.
-
Não?
-
Não. Não mais. Aprendi isso com o meu sobrinho.
- Ah. - Luana fala, ainda confusa. - Ele não morreu? O seu
sobrinho.
- Ah, não. Mas os pais dele, sim. Outro motivo da revolta dele.
- E vocês o criaram? Você e o seu irmão?
- Sim. Shartene e Miranda também. Mas esquece esse assunto. Pelo
menos, por ora.
- Como seu irmão morreu?
Luana
ouve um click. Era um ranger de porta se abrindo. Ela vira para o
lado para ver o que era: sua madrinha está vestida com uma camisola
bege, olhando atentamente para ela.
Então, ela percebe. O lugar todo
mudou, tudo voltara ao normal, inclusive a carruagem com os cavalos
na Lamborguine vermelho sangue.
- Oh, Luana!
-
Madrinha?
- Fiquei preocupada com você, menina. - sua madrinha olha para
alguém a seu lado. - Oi, boa noite. Então, é você quem tinha
falado comigo no telefone?
Luana
também olha para o lado e nota que Drácula voltou a ser como antes.
Aquilo era um tanto... estranho. Drácula sorri para a mulher mais
velha.
- Sim, foi, madame. Sua afilhada está entregue, nada de mau ocorreu a
ela.
Madame?
Sim,
nada ocorrera a ela. Só o fato de ele ter revelado que era um
vampiro... E, que agora, ela era sua noiva.
-
Muito obrigada. Luana às vezes é meio atrapalhada.
- Madrinha! - Luana a censura.
Drácula
sorri e volta a atenção para Luana. Ele tira uma pequena caixa do
bolso da calça e coloca a caixa na mão dela.
- Amanhã... quero ver você usando isto.
Luana
olha para a pequena caixa em sua mão e torna a olhar o homem sensual
à sua frente.
- Como... nos veremos amanhã?
Ele
sorri, misterioso.
- Tenho meus truques. - ele acaricia o queixo dela. - Até mais
então, Bela Lua.
-
Mas... e as coisas que você estava me falando?
- Sei que você ainda está confusa, Bela Lua, eu não a culpo. Mas
deixaremos esta conversa para depois. Você está cansada, e sua
madrinha a quer em casa. Amanhã conversaremos.
Luana
sente uma certa decepção. Queria saber mais.
Ele
se inclina na sua direção. Mas, o que ele iria fazer? E naquele
instante ela sente mais do que vê. Drácula encosta seus lábios
nos dela em um beijo suave e gentil.
Luana
não esperava por aquilo. Agora era noiva daquele homem, daquele
ser... mas tudo estava ocorrendo tão apressado, tão estranho...
Primeiro, descobre que aquele ser lindo era um vampiro; segundo, é
pedida em casamento por ele, e agora... é beijada por ele. Beijada!
Já tivera cinco namorados, mas nenhum a fizera se sentir daquela
maneira, tão plena. Ele quebra o beijo e olha no fundo dos olhos
dela.
- Depois do seu trabalho, Bela Lua.
- Mas... não pode ser antes?
Ele
sorri.
- Não, não. Não posso pegar sol.
- Ah, sim...
Ele
beija o topo da cabeça dela.
- Você é linda, Bela Lua. Sou um homem de sorte.
Luana,
pela primeira vez, acha graça.
- Mas, você não é homem. É um vampiro.
- Mas não deixo de ser um homem. - ele acha graça. - Vá para
casa, querida. Sua madrinha já entrou. Aqui é meio perigoso a essa
hora.
Luana
iria responder que ao lado dele era mais perigoso ainda. Era
estranho... se sentir tão temerosa e protegida ao lado do mesmo
homem. Era muito parecida com a sensação que tinha com David. Não.
Na verdade, com David, era apenas temor mesmo.
- Então, vou entrar. - ela diz, olhando para a porta de sua casa.
Engraçado. Não tinha ouvido a porta se fechar.
- Até amanhã, Bela Lua. - ele diz, e é uma promessa.
Luana
volta a olhar para ele e sorri.
- Até amanhã.
Uma
vez já dentro de seu quarto, Luana já está com um baby doll
sentada em sua cama, pronta para dormir.
- Quem é aquele homem, Luana? - sua madrinha pergunta, vindo da sala.
- Meu noivo, dinda. - Luana sorri para sua madrinha, que a olha espantada e curiosa.
- Noivo?? - sua madrinha pergunta.
- Sim, Dinda. - ela alisa a aliança com um solitário rubi em seu dedo anelar que estava na pequena caixa que Drácula dera para ela. - Noivo.
* * *
- Quem é aquele homem, Luana? - sua madrinha pergunta, vindo da sala.
- Meu noivo, dinda. - Luana sorri para sua madrinha, que a olha espantada e curiosa.
- Noivo?? - sua madrinha pergunta.
- Sim, Dinda. - ela alisa a aliança com um solitário rubi em seu dedo anelar que estava na pequena caixa que Drácula dera para ela. - Noivo.
* * *
Ivan
dobra o jornal e sorri para ele.
- Oh, boa noite, David.





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