A Noiva do Drácula
Capítulo 27
Fazia exatamente três dias que Luana não tinha contato com
Alan, nem com David. Havia recebido telefonemas do noivo e notado o quanto ele
parecia se importar com ela. Alan a estava mantendo um pouco afastada por causa
de toda a situação envolvendo David. Além do que, ela realmente queria se
afastar um pouco daquele mundo sombrio e poder seguir um pouco com sua vida
normal. Ela olha para Dolores que estava sentada ao seu lado, em cima de uma
toalha de piquenique estendida sobre a grama do parque florestal. Luana inspira
o ar daquele lugar daquele lugar com satisfação. Não sabia há muito tempo como
era sentir um ar puro e se sentir em paz. Havia até mesmo pedido folga para
aquela tarde, pois precisava de mais descanso – não só físico, mas psicológico
e emocional. Ela olha para as crianças brincando pelo parque e sorri
satisfeita.
– No que tanto você pensa, Luana? – Dolores pergunta.
Luana respira fundo e sorri para sua madrinha.
– Pensando em algumas coisas.
– Que coisas? – Dolores insiste, mordendo uma pera.
Luana se ajeita desconfortável.
– Algumas coisas ruins que aconteceram. Coisas que ainda são
muito difíceis de eu acreditar.
– Entendo. E você pretende me contar?
Luana engole em seco. Não imaginava contar para a madrinha todas
as coisas que já havia acontecido até agora. Ela jamais acreditaria, e ainda
acharia que ela estava ficando louca. Tinha contado para Jéssica e Nina e ainda
não sabia se elas realmente haviam acreditado.
– Sim, claro. – responde hesitante. – Mas, um dia.
Dolores continua indiferente comendo sua fruta.
– Espero que esse “um dia” não demore muito.
Luana dá um sorriso amarelo para a madrinha e corta um
pedaço de torta de chocolate para si.
– Desde antes de ontem você parece mais estranha que o
normal, Luana.
Luana para a colher antes de chegar até a boca. Dolores
estava se referindo ao dia em que Luana pôde ter certeza que David realmente
havia matado alguém.
– Madrinha, já que sua
novela já acabou, posso colocar num desenho para eu ver?
Luana estava sentada
no sofá trocando de canal enquanto sua madrinha estava na cozinha preparando
comida. Dolores sorriu.
– Não acha que está um
pouco velha para ver desenho?
Luana fez careta.
– Não acho que estou
velha. E desenhos não são apenas para crianças.
– Tudo bem, pode ver.
É bom que você se anima um pouco.
Luana continuou trocando
de canal, mas um chamou-lhe a atenção. Na reportagem mostrava um repórter
entrevistando um policial comandante que falava sobre o acidente ocorrido no
mesmo dia em que David havia caçado. O policial dizia para o repórter que
aquele acidente podia ser provocado por um animal selvagem, mas havia mãos
humanas na região dos ombros do homem. A câmera deu um pouco de zoom no corpo,
mas deixando desfocado, pois seu tórax estava esfolado. Aquilo realmente
parecia ter sido feito por um animal selvagem, não por um humano. Mas agora
Luana sabia que David não era humano, e aquilo acabava ainda mais com ela por
saber que ele havia feito tudo aquilo sem nenhuma piedade. Claro que ele já
havia confessado o que fez, mas ainda tinha dúvidas naquelas palavras, pois o
David que conhecera era bom, não cruel.
Luana ouviu mais do que viu uma senhora morena de meia idade que dizia ser babá da filha do homem, ela dizia o quanto lamentava por aquilo. Mas o que realmente fez arrancar lágrima de seus olhos foi o depoimento da pequena menina loira que aparentava ter seis anos. A menina chorava dizendo o quanto sentia a falta de seu pai.
Luana ouviu mais do que viu uma senhora morena de meia idade que dizia ser babá da filha do homem, ela dizia o quanto lamentava por aquilo. Mas o que realmente fez arrancar lágrima de seus olhos foi o depoimento da pequena menina loira que aparentava ter seis anos. A menina chorava dizendo o quanto sentia a falta de seu pai.
– Eu quero meu pai de
volta. – ela chorava. – Sinto a falta dele...
Luana rapidamente
desligou a televisão e correu rapidamente até o banheiro, ignorando totalmente
o chamado de sua madrinha.
– Luana! O que houve,
minha filha?
Ela se trancou no
banheiro e se agachou perante o vaso sanitário chorando por tudo o que vinha
acontecendo desde então, e pelo que David jamais voltaria a ser.
Luana sacode a cabeça querendo se livrar daquela lembrança
amarga. Ainda tinha dificuldades em aceitar tudo aquilo, mesmo havendo provas
mais que concretas. Mas mesmo que tudo aquilo que estava acontecendo fosse um
fato, não queria admitir para si mesma que David não passava de um monstro.
– Ainda pensando, Luana? – Dolores pergunta a analisando.
– Tenho que ir hoje para lá, madrinha. – Luana diz de
repente. – Hoje à noite vou à casa de Alan.
– Alan? – Dolores pergunta confusa.
– Meu noivo. O nome dele verdadeiro é Alan.
– Ah. E o que você vai
fazer lá?
Luana faz uma pausa antes
de responder.
– Tenho que resolver umas
coisas.
– Ah, sim. – Dolores se
deita na toalha. – Mas, por enquanto, vamos aproveitar nosso piquenique, e
depois você me coloca num táxi de volta para casa. Mas não chegue muito tarde.
Luana sorri agradecida.
– Sim. Tudo bem, madrinha.
* * *
Ele olha para o alto do
edifício.
Luana devia estar trabalhando naquele horário da noite e não sairia dali enquanto não falasse com ela.
Ah, mas a quem estava querendo enganar?
O que realmente queria era não era conversar, mas arrastá-la para o beco mais próximo e a possuir de tal maneira que a faria gritar enquanto cravaria bem fundo os dentes em seu pescoço.
Ele se senta no meio-fio da calçada.
Por mais que se sentisse cada vez mais forte como um vampiro, ainda se cansava rápido como um humano. Aquilo o estava deixando louco, pois nem mesmo conseguia dormir. Não queria se aceitar como um mestiço de uma raça tão egoísta e cruel. Apenas satisfaria os seus maiores desejos e logo todo aquele sofrimento acabaria.
David nota que Fred, Nina e Jéssica haviam saído do edifício, ambos sorridentes e conversando. Mas onde estava Luana?
David se levanta da calçada e olha para os lados tentando achá-la, mas ela não estava em lugar algum, e não tinha como ela ter saído, pois ele estava a esperando desde o pôr-do-sol.
Onde você se meteu, Luana?
Luana devia estar trabalhando naquele horário da noite e não sairia dali enquanto não falasse com ela.
Ah, mas a quem estava querendo enganar?
O que realmente queria era não era conversar, mas arrastá-la para o beco mais próximo e a possuir de tal maneira que a faria gritar enquanto cravaria bem fundo os dentes em seu pescoço.
Ele se senta no meio-fio da calçada.
Por mais que se sentisse cada vez mais forte como um vampiro, ainda se cansava rápido como um humano. Aquilo o estava deixando louco, pois nem mesmo conseguia dormir. Não queria se aceitar como um mestiço de uma raça tão egoísta e cruel. Apenas satisfaria os seus maiores desejos e logo todo aquele sofrimento acabaria.
David nota que Fred, Nina e Jéssica haviam saído do edifício, ambos sorridentes e conversando. Mas onde estava Luana?
David se levanta da calçada e olha para os lados tentando achá-la, mas ela não estava em lugar algum, e não tinha como ela ter saído, pois ele estava a esperando desde o pôr-do-sol.
Onde você se meteu, Luana?
Nina parece ser a única a
notar sua presença e rapidamente se despede dos amigos, indo em sua direção. O que
ela quer agora?, David pensa
contrariado. Nina para a sua frente e seu olhar é de total espanto.
– David, é você?
– O próprio. – ele diz
friamente.
– Não parece ser você. Você
mudou muito. – ela diz o analisando de cima a baixo.
– Todos mudam.
Nina o encara mais um pouco
antes de voltar a falar.
– O que está fazendo aqui?
Você não tinha se demitido?
– Sim. Mas vim aqui atrás
de Luana. Onde ela está?
– Luana? – Nina franze o
cenho. – O que você quer com ela?
– Tenho que tratar de um
assunto com ela. Já faz três dias que não a vejo.
Nina baixa o olhar. David
sabia que ela gostava dele, mas infelizmente não podia fazer nada por ela.
Principalmente agora que não conseguia mais distinguir humanos de alimento. Era
muito estranho ter que pensar daquela maneira, mas tinha que saciar seus
desejos acima de qualquer coisa. E um desses desejos era Luana.
– Ah, sim. – Nina olha para
ele. – Ela está de folga hoje. – ela faz uma pausa antes de voltar a falar. –
Você não consegue mesmo esquecê-la, não é, David?
– Não. – ele responde simplesmente.
– Eu a amo demais, e desistir dela é algo que não está nos meus planos.
– Entendo. – Nina desvia o
olhar.
– Acabou, Nina.
– O que? – ela o encara sem
entender.
– Nossa amizade acabou
aqui.
– Por que diz isso?
– Porque ainda gosto de
você, e por causa disso não vou querer te machucar. E estou dizendo no sentido
literal.
– Sentido literal? Como
assim? Por que você me machucaria?
David ignora as perguntas
de Nina. Responder a elas não adiantaria de nada, afinal, quem acreditaria? Mas
o que realmente precisava não era de alguém tentando entendê-lo, apenas de
Luana.
– Sinto muito, mas não
posso lhe responder. Pelo menos, não por enquanto.
David vira as costas para
ir embora, mas Nina o chama.
– David!
Ele detém o passo e olha
para ela.
– O que?
Nina demora um pouco para
falar, parecia hesitante. Ela engole em seco e o olha firmemente.
– Eu te amo.
David abranda sua expressão
e sente pena de como Nina estava na mesma situação que ele; de amar e não ser
correspondido.
– Eu sinto muito, Nina. –
ele diz e vai embora.
* * *
Luana abre o grande portão
de grades de ferro com muita dificuldade. Havia pego um ônibus e soltado no
mesmo lugar que o motorista mal humorado a deixara na primeira vez, e seus pés
já estavam doendo de tanto andar. Por que aquela mansão tinha que ser tão longe
de tudo?
Ah, Luana. Como se você não soubesse.
Ela sobe os pequenos degraus das portas duplas da entrada e bate na porta. Um minuto Shartene e Miranda atendem e ficam surpresas ao vê-la.
Ah, Luana. Como se você não soubesse.
Ela sobe os pequenos degraus das portas duplas da entrada e bate na porta. Um minuto Shartene e Miranda atendem e ficam surpresas ao vê-la.
– Lady Luana! – Miranda
fala surpresa.
– O que está fazendo aqui?
– Shartene pergunta.
As duas a levam para a sala
de estar e Luana se senta em um dos sofás de couro marrom.
– Bem... – Luana sorri
desconfortável. – Eu queria ver vocês. Não os vejo há três dias.
Shartene e Miranda sorriem para ela.
– Também sentimos sua
falta, milady. – Shartene diz. – Por que não veio naquele dia?
– Ah, sim. Ivan tinha me
dito para vir no dia seguinte, mas não pude. Tinha que resolver algumas coisas
pessoais. – ela diz se lembrando do quanto aquele noticiário sobre o acidente
havia mexido com ela. Ainda não passava pela sua cabeça que David havia matado
alguém.
– Quer um chá, milady? Ou
um café? – Miranda pergunta, arrancando-a de seus devaneios.
– Ah, sim. Café, por favor.
Obrigada.
– Não precisa agradecer.
Enquanto Miranda faz o café, chamarei lorde Ivan para recebê-la.
– Alan está?
– Ah, não. Infelizmente.
Ele saiu para fazer coleta de sangue. Logo estará aqui em breve.
Luana franze o cenho com
estranheza.
– Coleta de sangue?
– Ouí, milady. Bebemos
sangue de animais ou de pessoas mortas que ainda não foram socorridas. É a
única maneira que temos de nos alimentar.
Luana faz uma careta,
enojada com o que Shartene disse.
– Nossa. Isso parece ser
nojento.
Shartene sorri.
– Não quando se é um
vampiro. Com sua licença, milady. – Shartene faz uma breve reverência e caminha
direto a um corredor.
Luana se ajeita
desconfortável no sofá. Os outros vampiros haviam mudado seu estilo de vida e a
forma de se alimentar. Mas por que David havia matado um homem inocente? Por
que ele havia se descontrolado tanto a esse ponto? A verdade é que não sabia de
nada, e queria poder fazer qualquer coisa para que ele parasse com aquilo antes
que fosse tarde demais.
Ainda não sabia por que, mas estava com a sensação de estar sendo vigiada. Num ímpeto, Luana olha para o alto e vê uma silhueta escura parada no topo da escada. Quem era? O vulto some.
Podia parecer loucura, mas algo a chamava lá para cima e queria saber o que era.
Ainda não sabia por que, mas estava com a sensação de estar sendo vigiada. Num ímpeto, Luana olha para o alto e vê uma silhueta escura parada no topo da escada. Quem era? O vulto some.
Podia parecer loucura, mas algo a chamava lá para cima e queria saber o que era.
* * *
Luana sobe lentamente a grande escadaria que leva para um
longo corredor vermelho escuro. O lugar estava vazio e não parecia haver alguém
ali. Ela anda mais devagar até se deparar com uma das portas aberta. Ela chega
mais perto e nota que a porta dava para um quarto bem iluminado, porém muito
bagunçado. Tudo ali estava quebrado e o ambiente era totalmente grotesco, não
parecia que alguma pessoa dormia ali. Ela chega mais perto e entra, se
assustando ao perceber que havia manchas de sangue nas paredes, a cama estava
partida ao meio, os móveis estavam quebrados, e todas as roupas e os lençóis
estavam empilhados com mais mancha de sangue sobre eles. Mas o que mais a deixa
assustada é o grande quadro na parede com um retrato seu. Mas... Como?
Quem teria uma foto sua?
E é nesse exato momento que ela percebe; aquele quarto não parecia ser de Alan, aquele quarto era de David. Sem dúvida nenhuma era dele. Aquele quarto transmitia no ar todo o ódio e sentimentos sombrios que o rodeavam. Luana continua encarando assustada o quadro na parede. O que quer que estivesse acontecendo com David, com certeza aquilo tendia a piorar cada vez mais. Ela dá um passo para trás. Tinha que sair o mais rápido dali.
Porém, quando está prestes a sair do recinto assustador, David aparece em sua frente com a mesma roupa que o tinha visto antes na noite em que soubera que ele havia matado um homem. Luana o olha temerosa.
E é nesse exato momento que ela percebe; aquele quarto não parecia ser de Alan, aquele quarto era de David. Sem dúvida nenhuma era dele. Aquele quarto transmitia no ar todo o ódio e sentimentos sombrios que o rodeavam. Luana continua encarando assustada o quadro na parede. O que quer que estivesse acontecendo com David, com certeza aquilo tendia a piorar cada vez mais. Ela dá um passo para trás. Tinha que sair o mais rápido dali.
Porém, quando está prestes a sair do recinto assustador, David aparece em sua frente com a mesma roupa que o tinha visto antes na noite em que soubera que ele havia matado um homem. Luana o olha temerosa.
David, o que está acontecendo com você?
– Olá, Luana. – David sorri, mas não com o mesmo sorriso de
sempre; esse era mais sombrio e perturbador.
Luana dá um passo para trás até encostar-se na parede do
corredor. Não havia saída, pois David a estava prendendo ali com seu corpo
forte, porém magro. Ele já não usava seu perfume de antes, agora o cheiro que
vinha de sua roupa era uma mistura de sangue e mofo. Seu cabelo parecia estar
maior e sua face estava sombreada por uma barba rasa e escura, seus olhos estavam sombreados por olheiras tão profundas que fazia parecer que ele não dormia há dias.
Luana engole em seco e tenta empurrá-lo, mas sem sucesso.
Luana engole em seco e tenta empurrá-lo, mas sem sucesso.
– David, deixe-me passar. – ela
diz com a voz fraca.
Ele dá um sorriso malicioso e se
encosta ainda mais nela, prensando-a com sua pélvis. Luana arqueja.
– Ah, não, Luana... – ele suspira
perto de seu pescoço. – Eu quero você...
Luana se contorce sob os braços
fortes e imponentes de David. Ele a beijava com total sofreguidão desde o rosto
até o colo dos seios e o pescoço. Ela tenta se mexer contra ele com o objetivo
de tentar escapar, mas David era muito forte e parecia decidido a não parar.
– David, não...
– Ah, Luana, você é tão
perfeita...
Ele abaixa a cabeça até seus
seios ofegantes e os beija praticamente os chupando. Luana arqueja se
surpreendendo com o ímpeto de prazer que estava sentindo. Como podia temê-lo e
sentir prazer com o que estava acontecendo ao mesmo tempo? Por que ele a
deixava ainda mais confusa?
– David, por favor, pare com
isso. – Luana insiste com a voz enfraquecida, desviando-se de todos os beijos
sôfregos de David.
– Ah, não, Luana. Não vou
parar... – ele chega mais perto de seu pescoço e o lambe. – Você tem ideia de
como é gostosa?
A respiração de Luana estava
pesada e seu corpo não conseguia parar de tremer. Ela sabia que não conseguiria
escapar de David. David segurava com força seus braços e seu corpo praticamente
a esmagava. Ele era muito forte.
– David, por favor... – ela
implora.
David levanta o olhar e a encara
tão maliciosamente que Luana sente que não poderia permanecer em pé por muito
tempo. David aspira o ar e chega o rosto para mais perto do rosto dela. Luana
engole em seco.
– Eu estou com sede, Luana. – ele
diz entre dentes. – De sangue... e de sexo. – David crava as unhas com firmeza
nas nádegas de Luana, puxando-a para si. Luana arregala os olhos. – E essas
duas coisas se resumem apenas a você...
Dizendo isso, David começa a se
movimentar contra Luana, fazendo sua pélvis se esfregar com força a
feminilidade dela. Luana arqueja assustada com os crescentes movimentos que
pareciam não parar, enquanto David grunhia em seu ouvido e ignorava por completo
suas súplicas. Ele a beija desesperadamente, não dando tempo a ela de sequer
pensar.
– David, não!...
Luana já estava perdida naquilo,
imaginando o que viria a seguir. Com toda a certeza David não continuaria
apenas a prensando na parede, mas iria querer possuí-la. Ele estava tão fora de
si que seria capaz de fazer qualquer coisa.
Que os céus a ajudassem, Luana pensa com lágrimas nos olhos.
E como se algo atendesse suas súplicas, Ivan aparece no corredor, andando rápido na direção deles e os separando.
Que os céus a ajudassem, Luana pensa com lágrimas nos olhos.
E como se algo atendesse suas súplicas, Ivan aparece no corredor, andando rápido na direção deles e os separando.
– David, solte-a.
David se separa de Luana
repentinamente com o rosto suado e com a calça revelando um pouco mais de
volume. Luana, por sua vez, estava com os cabelos bagunçados, roupas
abarrotadas e a boca manchada de batom. Ela se encosta contra a parede ainda
muito assustada e com a respiração bem pesada.
Ivan os encara.
Ivan os encara.
– O que você pensa que está
fazendo, David? Luana, você está bem? – Ivan pergunta preocupado para ela.
Luana consegue se recompor de
forma desajeita. David cruza os braços, indiferentemente, e se encosta no
batente da porta de seu quarto enquanto Ivan ampara Luana. Ele ri.
– Ora, ora, Ivan. Até você me
atrapalhando?
Ivan o encara, enquanto segura
protetoramente Luana.
– Isso que você tentou fazer foi
terrível, David. Sabe disso.
Luana nota que David fica em
silêncio por um segundo e depois franze os lábios. Ele estava tão frio e tão
perigoso. Mas a verdade é que mal conseguia olhar para ele.
– Existem coisas que são piores,
Ivan. – ele diz sombrio. – Pode ter certeza.
Por que parecia que ele estava se
referindo a algo que ele e Ivan sabiam?
– Vamos, Luana. – Ivan pega sua
mão. – Vamos embora daqui.
Luana acompanha Ivan com certa
dificuldade pelo corredor para longe de David. E como num impulso, ela olha
mais uma vez para ele que parecia perdido e triste, olhando para o nada.
* * *
– Sinto muito, Luana. – Ivan diz descendo a grande escada
com Luana. – David está completamente irreconhecível.
Luana se senta no sofá, finalmente parando de tremer. O que
tinha acontecido no corredor ainda estava fresco em sua memória, e seria bem
difícil esquecer.
Ivan se senta em sua poltrona e chama Shartene e Miranda. Poucos segundos depois elas aparecem.
Ivan se senta em sua poltrona e chama Shartene e Miranda. Poucos segundos depois elas aparecem.
– Ouí, milorde. – ambas falam em uníssono.
– O café que vocês iriam trazer para Luana já esfriou?
– Ouí, milorde. – Miranda responde. – Acabou esfriando. Mas
quer que nós tragamos outro?
– Sim. Façam mais café e tragam para mim e para Luana.
Aproveitem e levem um pouco para David também. Acho que ele precisa.
– Ouí, milorde. Mas acho que para lorde David seria melhor
chá de camomila. – Shartene diz com certa graça.
Ivan sorri.
– Sim, pode ser.
Shartene e Miranda caminham para a cozinha, mas Shartene se
detém.
– Milorde. Aquilo relacionado à lorde David é mesmo verdade?
Miranda para no vão que separava a sala de estar do hall de
entrada, esperando Shartene.
– Shartene, vamos. Isso não é da nossa conta.
Luana os encara confusa. No entanto, ela começa a entender a
que Shartene se referia. Queria acreditar que tudo aquilo era uma mentira, mas
infelizmente tudo se encaixava; David havia de fato matado um homem para obter
prazer próprio. E, no fundo, ela sabia que ele queria o sangue dela também; não
apenas por suas palavras, mas pelo desespero que ele estava de beijar e lamber
seu corpo há uns minutos atrás, além do dia em que ele mordera seu dedo.
Naquele dia David estava muito estranho, mas agora estava fora do normal.
Entretanto, mesmo que uma parte quisesse fugir dele, a outra não conseguia mais
ficar longe. Não queria admitir, mas de alguma forma sabia que podia se
encontrar com ele quando havia entrado naquele corredor.
– Não se preocupe, Miranda. – Ivan diz e olha de volta para
Shartene. – Sim, Shartene. É verdade. Realmente foi David, sem dúvidas. Mas a
boa coisa nisso tudo é que nenhum humano suspeitou de algo mais além daquilo
que eles acham normal. Por enquanto, estamos salvos.
Shartene sorri aliviada e caminha em direção a cozinha com
sua amiga.
Luana encara Ivan.
Luana encara Ivan.
– Por favor. Conte-me o que você iria me dizer naquele dia.
Ivan a olha com hesitação. Ele respira fundo.
– Bem, acho que já está na hora de você saber. – ele se
ajeita desconfortável na poltrona. – Luana, há um motivo de David ter ficado
desse jeito, e não me refiro apenas a briga dele com Alan por você.
Luana olha para ele, curiosa.
– É porque ele se está transformando em vampiro?
– Parte disso.
– E o que realmente seria?
Ivan faz uma pausa antes de responder.
– Luana, a infância de David não foi nada comum, nem mesmo
satisfatória. Contudo, ates de lhe dizer o que aconteceu com ele, contarei como
tudo começou.
* * *
David sai em disparada com seu carro rumo a qualquer lugar. Seus
nervos e hormônios estavam em fúria depois da intervenção de Ivan. Contorcia-se
de ódio dele por causa daquilo. Ivan era um verdadeiro hipócrita! Para ele
sempre fingia ser o tio bondoso, mas insistia em defender o maldito irmão. Mas
Luana não era propriedade de Alan para Ivan servir de protetor dela. David faz
uma curva, os pneus derrapando no asfalto.
Contudo, por um lado, sentia-se agradecido pela intervenção indesejada de Ivan. Se ele não aparecesse só os céus saberiam o que ele poderia fazer com Luana. David passa uma das mãos no meio de suas calças. Ainda sentia o crescente volume que aparecera ali desde o primeiro momento em que investira com seu corpo para cima do corpo dela. Luana era muito cheirosa e sensual e ele só soube se sentir perdido com tudo aquilo. Tão perdido que poderia fazer qualquer coisa com ela naquele momento, sem reservas. E, por mais incrível que parecesse, ele sabia que ela também estava excitada e entregue. Podia notar pela forma como ela se derretia, como arquejava e sussurrava pedindo para parar. Luana não era indiferente a ele. Nem um pouco.
David sorri.
Por mais que ela não o amasse, faria de tudo para fazê-la sua. Em nenhum momento passava em sua cabeça perder para Alan. Porém, aquilo ficaria de lado, por ora. Sua sede de sexo não pôde ser saciada, mas ainda tinha que se alimentar de sangue. Muito sangue. Era certo que o que mais queria no mundo era o sangue de Luana, mas como não podia tê-lo ainda, o jeito seria arrancar a força de outros.
David freia abruptamente em frente a uma praça; lá estava vazio, só havia duas mulheres conversando enquanto andavam, deviam ser amigas. Ele sabia que acabaria sendo descoberto, pois uma das duas fugiria e contaria o ocorrido para qualquer pessoa. Mas não se importava se fosse descoberto, contanto que saciasse sua sede incontrolável de sangue.
Sem demora, David avança na direção das duas mulheres, assustando-as. David consegue deter uma delas, mordendo-lhe o pescoço. O gosto do sangue dela comparado ao de Luana era horrível. A outra mulher observa a cena completamente horrorizada, mas encontrando forças para fugir. David queria esfolar o corpo da mulher que ele tinha nos braços, sugar todo o sangue de seus órgãos assim como fizera com o homem da estrada. No entanto, ele se afasta da mulher que já está sangrando no chão para ir atrás da outra mulher que corria de maneira desajeitada para longe dali. Claro que não a deixaria escapar.
Pela segunda vez David usa seu mais novo poder – o teletransporte. Ele para na frente da mulher que está completamente desesperada e com lágrimas escorrendo por sua face. Lágrimas mais uma vez. Dessa vez não eram mais suas, mas de outra pessoa. Não se deixando deter, David avança para cima da mulher, mas é impedido por outro ser sombrio como ele, porém mais frio e controlado.
Alan.
Contudo, por um lado, sentia-se agradecido pela intervenção indesejada de Ivan. Se ele não aparecesse só os céus saberiam o que ele poderia fazer com Luana. David passa uma das mãos no meio de suas calças. Ainda sentia o crescente volume que aparecera ali desde o primeiro momento em que investira com seu corpo para cima do corpo dela. Luana era muito cheirosa e sensual e ele só soube se sentir perdido com tudo aquilo. Tão perdido que poderia fazer qualquer coisa com ela naquele momento, sem reservas. E, por mais incrível que parecesse, ele sabia que ela também estava excitada e entregue. Podia notar pela forma como ela se derretia, como arquejava e sussurrava pedindo para parar. Luana não era indiferente a ele. Nem um pouco.
David sorri.
Por mais que ela não o amasse, faria de tudo para fazê-la sua. Em nenhum momento passava em sua cabeça perder para Alan. Porém, aquilo ficaria de lado, por ora. Sua sede de sexo não pôde ser saciada, mas ainda tinha que se alimentar de sangue. Muito sangue. Era certo que o que mais queria no mundo era o sangue de Luana, mas como não podia tê-lo ainda, o jeito seria arrancar a força de outros.
David freia abruptamente em frente a uma praça; lá estava vazio, só havia duas mulheres conversando enquanto andavam, deviam ser amigas. Ele sabia que acabaria sendo descoberto, pois uma das duas fugiria e contaria o ocorrido para qualquer pessoa. Mas não se importava se fosse descoberto, contanto que saciasse sua sede incontrolável de sangue.
Sem demora, David avança na direção das duas mulheres, assustando-as. David consegue deter uma delas, mordendo-lhe o pescoço. O gosto do sangue dela comparado ao de Luana era horrível. A outra mulher observa a cena completamente horrorizada, mas encontrando forças para fugir. David queria esfolar o corpo da mulher que ele tinha nos braços, sugar todo o sangue de seus órgãos assim como fizera com o homem da estrada. No entanto, ele se afasta da mulher que já está sangrando no chão para ir atrás da outra mulher que corria de maneira desajeitada para longe dali. Claro que não a deixaria escapar.
Pela segunda vez David usa seu mais novo poder – o teletransporte. Ele para na frente da mulher que está completamente desesperada e com lágrimas escorrendo por sua face. Lágrimas mais uma vez. Dessa vez não eram mais suas, mas de outra pessoa. Não se deixando deter, David avança para cima da mulher, mas é impedido por outro ser sombrio como ele, porém mais frio e controlado.
Alan.
– Vai embora. – Alan diz para a mulher que estava chorando
com desespero. – Pegue sua amiga e suma daqui!
A mulher o olha confusa e assente, correndo para onde sua
amiga estava. David se empertiga, olhando para Alan.
– Alan. Veio atrapalhar minha janta?
– Janta, David? Humanos não são mais jantas para nós.
– Fale por você, Alan. Não por mim.
A mulher ajuda a outra que está ensanguentada a se levantar,
com certa dificuldade. Alan se vira para elas.
– Espere um pouco. Levarei vocês ao hospital. Não se
preocupe, não farei nenhum mal a vocês, podem confiar. – Alan diz ao notar a
expressão de desconfiança no rosto das duas. – E, por favor, não contem o que
houve aqui para ninguém.
A mulher que foi salva o encara como se ele fosse louco.
– Minha amiga acaba de ser mordida por esse monstro canibal,
e você não quer que eu conte?
David trinca os dentes. Monstro canibal... Realmente, essa
era outra coisa que se aplicava perfeitamente a ele.
– Por favor, eu imploro. – Alan insiste.
Qual é o problema
dele? David cerra os olhos com desconfiança. Por que, afinal, Alan estava
insistindo para aquela mulher não contar o recente ocorrido para ninguém?
– Eu vou contar. – ela diz desafiadora. Minha amiga está
toda ensanguentada por causa dessa aberração. – ela olha com ódio para David.
Como se lembrasse de algo de seu passado, David não aguenta
a pressão e vai para cima das duas, mas felizmente é impedido mais uma vez por
Alan que o segura sem muita dificuldade. Ele era realmente muito forte.
– Acalme-se, David. – ele se recompõe. – Ainda vamos
conversar sobre isso. Até lá irei levá-las no hospital mais perto daqui.
David encara Alan e desata a rir. Como ele podia dizer
aquilo com tanta naturalidade, como se vampiros e humanos pudessem ser um só?
– Acho que você está passando do ridículo, Alan. Está
querendo ser amiguinho dos humanos? Não, a mim você não engana.
– Pense o que quiser, David. Apenas peço para que pare com
essas tentativas de homicídio.
David o encara sério.
– Farei o que tiver que fazer para saciar meus desejos. –
ele diz olhando nos olhos de Alan. – Qualquer um.
David diz aquilo no intuito de Alan entender que Luana não
estava nem um pouco a salvo. Que, mesmo que Alan tentasse impedir, David a
possuiria de todas as formas possíveis.
Alan o encara de volta.
– Diga o que quiser. – ele se volta para as mulheres e as
ampara. – Vamos.
David vê ele as ajudando a entrar na Lamborghine que estava
perto dali e logo vai embora. Como, afinal, Alan tinha descoberto onde ele
estava? Certamente o havia seguido as escondidas. Entretanto, mesmo que Alan
pudesse interferir em sua caça, não conseguiria intervir no que tinha em mente.
David sorri. Mas não mesmo.






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