quinta-feira, 2 de março de 2017

A NOIVA DO DRÁCULA - CAPÍTULO 28

Peço perdão pela forma como saíram as falas.

O blog ficou ruim.


A Noiva do Drácula


CAPÍTULO 28




– Morávamos em Timisoara, na Romênia. – Ivan diz. – Meu pai, Alan, Vlad e eu. Vivíamos bem.
Luana ergue as sobrancelhas.
– Vlad?
Ivan sorri, como se tivesse uma pequena lembrança.
– Vlad era meu irmão mais novo, e era mais velho que Alan. Tinha um ótimo senso de humor. – ele balança a cabeça sorrindo.
Luana fica surpresa.
– Então, ele...
– Sim, Luana. Ele é o pai de David.
Luana fica em breve silêncio, absorvendo aquilo. Ivan contaria a ela sobre a história do pai de David – o que seria uma ótima forma de saber mais sobre ele e pelo que havia passado. Mas estaria mesmo pronta para saber?
Oh, com toda certeza!
– E por que o pai e a mãe de David não estão aqui com vocês? O que houve com eles?
Após um longo minuto, Ivan fala:
– Antes de lhe dizer o que houve com Vlad e a mãe de David, lhe contarei como tudo começou. Faziam exatamente cinco anos desde que tínhamos chegado de viagem de Bourges, França, com as novas criadas. Meu pai abominava os humanos. Me lembro que ele sempre bebia sangue de animais que ele mesmo caçava para não ter que beber sangue “impuro”, como costumava dizer. Eu apenas os via como fonte de alimento, porém, não os matava. Alan se inspirava em tudo o que Vlad fazia, mas não tinha coragem de fazer igual por temer nosso pai. Vlad também o temia, claro. Mas isso não o impossibilitava de fazer certas coisas.

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Timisoara, Romênia

 Ivan estava sentado em frente à lareira quando Alan apareceu na grande sala.
– Unde este tatá, Alan? (Onde está papai, Alan?)
O irmão mais novo se sentou.
– Ar trebui să fie de vânătoare. (Deve estar caçando.)
– Ce făceai? (O que você estava fazendo?)
Am fost de odihnă. (Estava descansando.) – Alan respondeu olhando para fora da janela. - Amurg a început. (O crepúsculo já começou.)
 
– De mult timp. (Faz tempo.)
– Da. – Alan olhou para o fogo crepitante na lareira antes de começar a falar. – Vlad continuă să vâneze? (Vlad continua a caçar?)
Ivan sorriu.




– Se pare că Vlad nu vrea doar să se hrănească pe oameni. Se pare că îi place să se amestece cu ei. (Parece que Vlad não gosta de apenas se alimentar de humanos. Pelo visto, ele gosta de se misturar com eles.)
Alan também sorriu.




– Vlad îi place să conteste tatăl nostru. (Vlad adora desafiar nosso pai.)
– Și vă place să-l imite. (E você adora imitá-lo.) – Ivan replicou.
Nu-l imite. (Não o imito.) – Alan disse rapidamente, mas sabia que aquilo era uma mentira. – Ei bine, nu pot să se amestece cu oamenii. Și cred că niciodată nu voi. (Bem, não consigo me misturar com humanos. E acho que nunca conseguirei.)
 
– Dar adevărul este că nu ar trebui să se amestece în, frate. Vlad, de asemenea, nu ar trebui, dar nu mai mult decât un rebel. (Mas a verdade é que não devemos nos misturar, irmão. Vlad também não deveria, mas não passa de um rebelde.)

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Luana sorri.
Então, David teve a quem puxar.
Ivan assente.
Sim... – ele diz pensando em algo que parecia perturbá-lo. – Teve.

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Vlad estava parado, olhando para o escuro que começava a cobrir o céu. As vezes tentava saber como era o pôr-do-sol, apenas vê-lo sumindo aos poucos. Todavia, não poderia se dar a esse luxo.
– Vlad!
Ele olhou para trás. Ivan e Alan caminhavam em sua direção. Vlad sorriu e foi até seus irmãos.
– Tata a spus să-mi urmezi din nou? (Papai mandou vocês me seguirem de novo?)
Nu. (Não.) – Ivan respondeu. – Ne-am dorit să știm unde ai fost înainte de a ajunge chiar tata off. Ai fost la vânătoare? (Queríamos saber onde você estava, antes mesmo de papai começar a desconfiar. Estava caçando?)
 
- Nu, Ivan. (Não, Ivan.)– Vlad respondeu. – Dar, atunci voi. (Mas depois irei.)
– Știi că tata ar putea încheia cu distrusting aceste nebun, Vlad. (Sabe que papai pode acabar desconfiando dessas suas loucuras, Vlad.) – Alan disse para seu irmão mais velho. – L omoare, înainte de a se termina descoperirea. (Acabe com isso antes que ele acabe descobrindo.)
Vlad sorriu.
– Crede-mă, el nu va ști. Doar dacă nu spun . (Acredite, ele não vai saber. A não ser que vocês contem.) – Vlad fitou os irmãos um pouco mais sério.
Ivan bufou.
– Știi asta eo nebunie. Știi că familia noastră poate veni la ridicol de Elite. Ei nu vor admite un astfel de lucru, iar tata va fi furios pentru a pierde credit cu ei. (Sabe que isso é loucura. Sabe que nossa família poderá vir ao ridículo pela Elite. Eles não vão admitir tal coisa, e papai ficará furioso por perder créditos com eles.)
Vlad o ignorou.
– Elite și nici de îngrijire. (A Elite tampouco me importa.)
– Dar, grijă de tatăl nostru, Vlad. (Mas importa para nosso pai, Vlad.) – seu irmão mais velho disse sério. – Te mai comporta în acest fel. (Pare de se comportar dessa maneira.) 
 
Vlad balançou a cabeça, desistindo de continuar aquela conversa. Ivan defendia seu pai com unhas e dentes e era um perfeito escravo da Elite. Mas, diferente dele, não deixaria que ninguém lhe dissesse o que fazer.
Ele vira as costas para os irmãos, caminhando para longe dali.
– Unde te duci, Vlad? (Onde você vai, Vlad?) – Ivan o chamou.
Vlad o olhou e sorriu.
– În căutarea de plăcere. (Em busca do prazer.) – ele disse e partiu para um pequeno casebre perto do palácio.

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Vlad estava deitado em seu divã. Desde que fora para Bourges, uma cidade francesa, tinha começado a provar o gosto maravilhoso que era tirar o sangue e a virgindade de lindas jovens humanas. Era algo que havia aprendido com outros vampiros que lá moravam e, desde então, nunca mais tinha parado com aquela prática. Seus irmãos achavam seu comportamento algo estranho e inexplicável, já seu pai achava completamente abominável. Para Damian, aquela prática era totalmente desprezível, mas não porque poderia ter algum tipo de piedade dos humanos. Na verdade, Damian os odiava.
Contudo, diferente de sua família, Vlad aquilo uma das melhores maravilhas. E mesmo depois que já tinha chegado a Timisoara, queria ainda mais. Diferente da França, Vlad tinha ordenado Shartene e Miranda para que capturassem muitas donzelas virgens para servirem como escravas temporárias dentro do que poderia ser considerado um harém, embaixo do pequeno casebre. E, sem dúvidas, estava adorando tudo aquilo. Já não agüentava ficar um só dia longe.
Alguém bateu na porta.
– Intrați. (Entre.) – Vlad saudou a jovem com um sorriso cortês.
A bela jovem era loira, magra e tinha a pele quase pálida, fazendo transparecer ainda mais o batom vinho que adornava seus lábios. Era tão linda quanto as outras que já haviam passado por aquele quarto. Mas naquele momento ele só teria que saber se ela também lhe daria o mesmo prazer.
Vlad se levantou de seu divã e caminhou até a jovem loira.
– Bine? (Tudo bem?)
A jovem sorriu nervosamente.
Vlad rodeou sua cintura e afastou a grande mecha de cabelo do pescoço macio.
– Nu-ți fie frică, frumoasa meã. (Não precisa ter medo, minha bela.) – ele cheirou profundamente o pescoço feminino. – Să se relaxeze. (Apenas relaxe.)

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Depois de cinco mulheres lindas e jovens terem passado por aquele quarto, Vlad sentia-se com mais vitalidade e, consequentemente, queria mais.Entretanto, sabia que não poderia continuar com aquilo durante tanto tempo, pois logo Damian perceberia sua falta e o procuraria.
Vlad suspirou pesadamente.
Sabia que Damian odiava os humanos com todas as forças, e ele logo trataria de matar as belas moças virgens que estavam aprisionadas debaixo do pequeno casebre que antes era usado para guardar caças da família. Mas não queria parar tão cedo com aquilo, pois lhe dava muito mais força e vitalidade, além de ter a experiência de se deliciar nos corpos de belas humanas desejosas, e não das fêmeas frias e insuportáveis de sua espécie.
Alguém bateu na porta.
– Intrati.(Entre) – Vlad disse olhando para os lençóis, que antes eram brancos, completamente ensangüentados em cima da cama.
A porta se abriu lentamente e ele se virou para ver, ficando completamente embasbacado com a visão da jovem à sua frente. A jovem era muito parecida com ele e sua família: cabelos negros, pele pálida e lindos olhos azuis safira.Ela mais parecia uma vampira do que uma humana. A camisola branca de mangas longas cabia perfeitamente em seu corpo, facilitando-o a admirar as belas curvas do corpo feminino. Ela era mediana, tinha lindos lábios carnudos enfeitados pelo mesmo batom vinho que as outras mulheres usaram, mas de uma forma que jamais vira em uma fêmea – tanto humana, quanto de sua espécie. Seus lindos cabelos negros desciam em torno de suas costas até o quadril. Era praticamente impossível descerever tamanha beleza. Ela era linda demais.




Vlad engoliu em seco, procurando o que dizer, pois estava enfeitiçado por aquela visão.
– Tu ... a fost acolo? (Você... estava lá embaixo?)
A linda morena assentiu submissa.
– Da, milorde.
Ele caminhou a pequenos passos até ela.
– Nu te-am mai văzut. (Nunca a vi). – ele disse enquanto a rodeava. – Unde era casa lui? (Onde era sua casa?)
– În Lugoj. Milorde. (Em Lugoj. Milorde.) – ela murmurou.
– Lugoj ... Aproape aici. Nu am mai văzut o fată frumoasă ca tine acolo. Care este numele tău? (Lugoj... Perto daqui. Nunca vi uma jovem tão linda quanto você lá. Como se chama?)
– Katherine, milorde.
– Katherine... – ele sorriu. – Un nume frumos pentru o femeie frumoasă. (Um lindo nome para uma linda mulher.)
Ela sorriu.
– Mulțumesc, milorde. (Obrigada, milorde.)
Vlad levantou o queixo dela carinhosamente, fazendo-a olhar para ele.
– Ești frumoasă, Katherine. Uită-te la asta. (Você é linda, Katherine. Olhe isso.)
Vlad ficou por trás dela e a fez se olhar no espelho alto que mantinha naquele quarto que servia para as mulheres com quem tinha se deitado se arrumarem. Ele achou graça ao notar a expressão de espanto de Katherine ao ver apenas seu reflexo. Ela era linda e tão inocente.
Ela se virou para olhá-lo.
– Milorde. Deci, e adevărat ce mi-au spus. (Milorde. Então, é verdade o que me disseram.)
Ele sorriu.
– Da, Katherine. Sunt un vampir. (Sim, Katherine. Sou um vampiro.)
Katherine ficou em silêncio totalmente surpresa. Vlad voltou a girar seu corpo de volta para o espelho.
– Uită-te la tine. Se pare că noi foarte, Katherine. (Olhe para você. Nós nos parecemos muito, Katherine.) – ele sussurrou ao pé do ouvido dela, enquanto ouvia a pulsação do pescoço. – Ești ca mine. (Você é igual a mim.)
Ela suspirou enquanto observava o próprio reflexo.
– Adevărat, milorde. Ne uităm la fel. (Verdade, milorde. Nos parecemos.)
Vlad a deixou parada no mesmo lugar e pegou um pequeno sino de uma mesa que tinha no quarto e o sacudiu. Alguns segundos depois, Shartene e Miranda apareceram no quarto.
– Ia aceste foi murdare pe pat. loc nou. (Tirem esses lençóis sujos da cama. Coloquem novos.) – ele ordenou.
– Da, milorde. – as duas responderam.
Após Shartene ter tirado os lençóis ensangüentados e Miranda ter colocado lençóis novos, elas se foram deixando apenas Vlad e a bela jovem. Katherine o olhou brevemente.




– Ai idee ce se va întâmpla cu tine, Katherine? (Você tem alguma noção do que lhe vai acontecer, Katherine?) – Vlad disse encarando-a apoiado na mesa de madeira escura.
Ela suspirou.
– Tu mă va transforma într-un vampir? (Me transformar em uma vampira?)
Vlad riu encantado com a inocência daquela jovem.
– Nu, Katherine. Deocamdată, eu nu pot face asta. (Não, Katherine. Por enquanto, não posso fazer isso.) – ele foi até ela e colocou uma mecha de cabelo atrás do ombro. – Te voi possiur în orice fel. (Vou lhe possuir. De todas as maneiras.)
Katherine o encarou, temerosa. Ela mais parecia uma mulher com um olhar de uma criança.
– La fel ca și celelalte? (Como as outras?)
– Nu, frumoasa mea. Nu le place. (Não, minha bela. Não como elas.) – ele acariciou o lindo rosto feminino. – Vei fi mai bine. (Com você será melhor.)
Vlad já não pôde mais se reservar. Estava louco para tê-la naquele exato momento.
Ele segurou a nuca dela e a beijou intensamente, caminhando com seu corpo até chegar a incrível cama dossel. Katherine devolvia seus beijos com igual paixão e luxúria, acariciando seus cabelos. Com ela estava sendo muito mais diferente do que com qualquer outra jovem que ele já possuíra durante todo aquele tempo. Katherine era inocência, mas também era puro fogo. Ela era perfeita.
Vlad deitou o corpo feminino no colchão, vendo-a suspirar de prazer enquanto o encarava de volta. Ele desceu seu corpo sobre ela e voltou a beijá-la intensamente. Ainda não sabia o que estava acontecendo, mas se sentia estranho em relação aquela linda jovem, como se começasse a sentir algum tipo de sentimento estranho. E independente do que fosse, não iria mais querer ficar longe dela.

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Vlad estava mais que satisfeito. Nem mesmo as cinco primeiras virgens da noite haviam saciado seus desejos como Katherine. E, para sua surpresa, não conseguia mais tirá-la de sua cabeça.
Ele adentrou o grande salão, encontrando seu pai e seus dois irmãos sentados nos suntuosos sofás de couro vermelho.
– Unde ai fost, Vlad? (Onde esteve, Vlad?) – Damian perguntou, deixando-o surpreso.
Vlad encarou seu pai, percebendo que o mesmo e seus irmãos o encaravam de volta. Ele deu um sorriso forçado.
– Am fost de vânătoare, tată. (Estava caçando, papai.)
 Damian o encarou sério.
– În cazul în care este de vânătoare? Tu nu vrei să împartă cu noi? (E cadê a caça? Não quis dividi-la conosco?)
O olhar de Damian era de pura desconfiança, e Vlad sabia disso. Seu pai fazia qualquer um tremer com apenas um olhar. Seria melhor ter uma boa escolha de palavras.



– N-am omorât pe nimeni, tată. (Não matei ninguém, papai.)
Damian bufou irritado.
– Cât timp vei continua se comportă în acest mod ridicol, Vlad? Regretați astea umane acum? (Até quando vai continuar se comportando dessa maneira ridícula, Vlad? Está com pena desses humanos agora?)
Vlad caminhou até um dos sofás e sentou-se perto de seu irmão caçula.
– Nu sunt în valoare de ea. Nu văd de ce trebuie să se comporte ca acum o sută de ani. Noi nu avem nevoie să-i omoare pentru a ne hrăni. (Não tenho pena. Apenas não vejo o por que de termos que nos comportar como a cem anos atrás. Não precisamos matá-los para nos alimentar.)
– De ce? (Por que?) – Damian disse cruzando os braços em frente ao queixo. – Pentru că ei sunt o rasă impură care merită moartea. (Porque eles são uma raça impura que merece a morte.)
– Nu pentru mult, tată. (Não é para tanto, papai.) – Ivan replicou.
Damian encarou firmemente seu filho mais velho.




– Nu pentru mult? Moartea este mic pentru ei. (Não é para tanto? Morte é pouco para eles.)
Vlad revirou os olhos. Era bastante irracional todo aquele ódio que seu pai sentia pelos humanos. Ainda descobriria o por que daquilo, mas naquele momento nada lhe importava, a não ser uma linda morena de olhos azuis safira.
– Și eu sper foarte mult că nu se implică cu femeile umane, așa cum a făcut-o în Bourges, Vlad. (E eu espero muito que você não esteja se envolvendo com mulheres humanas, como fez em Bourges, Vlad.) – Damian falou o encarando. - Știi ce mă gândesc. Și știi ce pot face. (Sabe o que eu penso a respeito. E também sabe o que eu posso fazer.)
Vlad encarou temerosamente seu pai. Sabia exatamente o quão terrível Damian podia ser.  
– Da, tatăl meu. Eu nu voi face nimic din ceea ce nemultumeste. (Sim, meu pai. Não farei mais nada que o desagrade.)

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Ele voltou a fazer, não foi?
Ivan sorri.
Claro que sim. Vlad era muito teimoso e persistente. – ele suspira pesadamente. – O que só soube complicar tudo.
Continuou se deitando com as moças virgens? E as outras que não eram mais, o que aconteceu com elas?
Não, Luana. As que não eram mais virgens ele libertava e fazia Shartene e Miranda “caçar” mais donzelas virgens para levá-las ao calabouço que ficava embaixo de nosso casebre, que ficava ao lado de nosso palácio. Mas a partir daquele dia ele libertou todas, menos Katherine.
A mãe de David.
Sim. Ele já parecia estar fascinado por ela, e ouso dizer que ela também estava por ele.

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– Milorde... – Katherine suspirou ao sentir os lábios carinhosos de Vlad em seu pescoço.
– Nu-mi spune domnul meu, dulce Katherine. Sună-mă Vlad. (Não me chame de milorde, doce Katherine. Chame-me de Vlad.)
– Vlad? – ela murmurou arrepiada.
– Da. (Sim.) – ele disse e ficou na frente dela, segurando seu queixo. – Chame-me pelo nome, minha linda.
– Da. Vlad. (Sim. Vlad.)
Ele sorriu. Katherine tinha os olhos mais puros e inocentes que já vira em alguém. Ela o fazia ter sentimentos que eram totalmente desconhecidos com apenas um olhar. Aquilo parecia ser loucura demais, mas já estava completamente fascinado por aquela bela mulher.
Vlad encostou seus lábios nos lábios dela, beijando-a como um louco, enquanto a levava para a enorme cama dossel. O que mais adorava em Katherine era a total entrega dela ao prazer. Ela nunca parecia ter reservas, o desejando tanto quanto ele a desejava. Vlad levantou um pouco a saia da camisola branca de Katherine e a penetrou, fazendo-a jogar a cabeça para trás, apertando com força os lençóis da cama. Vlad abaixou a cabeça e a beijou intensamente, abafando os gemidos maravilhosos que ela fazia durante o ato. Mas apenas beijá-la não era o suficiente – ele queria mais. Vlad abaixou um pouco mais a cabeça até o pescoço de Katherine e cravou seus dentes caninos, fazendo escorrer o sangue dela por todo o lençol, deixando-o de branco para vermelho. Ela gemia, gritava e se contorcia; não só de prazer, mas também de dor. Porém, aquele não era o momento certo para notar o quanto ela estava ficando fraca. Apenas queria possuir seu lindo corpo enquanto se alimentava do mais maravilhoso sangue que já experimentara.

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Após o ato, Vlad e Katherine estavam deitados na cama, um olhando para o outro. Vlas acariciou o belo rosto da jovem e sorriu.




– Îmi pare rău că încă mai păstrează prizonierul meu, nici măcar nu ești virgină. (Desculpe-me por ainda mantê-la minha prisioneira, mesmo você não sendo mais virgem.)
Ela sorriu fraca.
– Nu mă prizonier, milorde ia în considerare. Vreau să spun ... Vlad. De asemenea, vreau să stau aici cu tine. (Não me considero sua prisioneira, milorde. Quer dizer... Vlad. Eu também quero ficar aqui com o senhor.)
O sorriso de Vlad sumiu ao pensar nas palavras de seu pai. Damian havia falado sério. E, por alguma razão, aquilo o estava beirando ao desespero.
Vlad sentou-se na cama, de costas para Katherine, com os pés apoiados no chão.
– Vlad? – Katherine o chamou.
Ele a olhou por cima do ombro.
– Trebuie să-ți spun ceva, Katherine. (Tenho que lhe contar uma coisa, Katherine.)
– Ce? (O que?)
Ele esfregou as mãos na calça preta que ainda vestia.
– Relația noastră ... Ceea ce avem ... nu e ceva bine văzut. (Nosso relacionamento... O que temos... não é algo bem visto.)
Depois de um minuto em silêncio, ele a escutou dizer:
– Știu. Nu în lumea mea sau a ta. (Eu sei. Nem no seu mundo, nem no meu.)
Ele ficou virado de lado na cama e a olhou firmemente.
– Tata te-ar omorî, și eu, pentru a afla ce este între noi. (Meu pai mataria você, e a mim também, se descobrisse o que há entre nós.)
Ela o olhou, assustada.
– Pana la tine, propriul său fiu? (Até você, o próprio filho?)
Vlad suspirou.
– Katherine, ființe de genul meu, nu sunt, de obicei sensibile sau blând. Fiecare face ce poate doar pentru sine și pentru ego-ul său. Iar pentru elita, desigur. (Katherine, seres de minha espécie não costumam ser sensíveis ou gentis. Cada um faz o que pode apenas por si e por seu ego. E para a Elite, claro.) – ele disse com desgosto.
– Elite?
– Da. (Sim.) – ele chegou mais perto dela. – Elite este cea mai veche și cea mai puternică organizație de acest gen noastre. Ceea ce ei conduc, alți vampiri ia aminte fără să se gândească de două ori. Mărturisesc că mă tem, da. Dar eu urăsc faptul că ei rândui că eu nu pot face. (A Elite é a organização mais antiga e poderosa de nossa espécie. O que eles ordenam, outros vampiros acatam sem pensar duas vezes. Confesso que os temo, sim. Mas odeio o fato deles ordenarem aquilo que eu posso ou não fazer.)
– Și-au trimis la tatăl tău? (E eles mandam em seu pai?)
– Ei trimit pe nimeni, Katherine. (Eles mandam em qualquer um, Katherine.)
– Ah...
Katherine assentiu cabisbaixa.
Vlad bufou irritado. Odiava como seu pai era controlado pela Elite. Odiava como eles tentavam controlá-lo. Aquilo o irritava cada vez mais.
Ele se levantou da cama e pegou Katherine nos braços, a levando até o pequeno divã.
– Trebuie să spun Shartene și Miranda aduce haine noi pentru tine. (Tenho que dizer para Shartene e Miranda trazerem roupas novas para você.) – ele disse tirando a camisola branca que ela vestia. – Pulover lui este sângeros. (Sua camisola está suja de sangue.)
Ele a deixou completamente nua e suspirou por aquela beleza estonteante parada à sua frente. Katherine parecia um pouco envergonhada.
– Vlad ... Nu te uita la mine așa. (Vlad... Não me olhe assim.)
Ele sorriu.
– Și de ce nu? Ești frumoasă, Katherine. (E por que não? Você é linda, Katherine.)
Ele alcançou o pequeno sino em sua mesa e o tocou. Shartene e Miranda apareceram após alguns segundos.
– Aduce haine noi pentru Katherine. (Tragam roupas novas para Katherine.) – ele disse achando graça da maneira como ela se encolhia de vergonha.
– Ouí, milorde. – as criadas assentiram e logo saíram.
Katherine as observou sair, curiosa.
– Ei sunt francezi? (Elas são francesas?)
– Da. Am cumpărat-o excursie la Bourges. (Sim. As compramos numa viagem à Bourges.)
– A cumpărat? există încă de cumpărare sclavi în secolul XX? (Compraram? Ainda há compras de escravos em pleno século XX?)
Ele sorriu para ela.
– N-aș spune că sunt sclavi. De asemenea, mănâncă, odihnă. Ele sunt foarte bine tratate. (Não diria que elas são escravas. Elas também comem, descansam. São muito bem tratadas.) – ele fez uma pausa. – Shartene și Miranda s-au transformat în vampiri. (Shartene e Miranda foram transformadas em vampiras. )
Ela o olhou surpresa.
– Transformat? Ei nu s-au născut așa? (Transformadas? Elas não nasceram assim?)
– Noi nu, vampirii, avem nevoie, de asemenea, să se stabilească în sus, și nu ar fi o idee bună de a avea om obișnuit. (Não. Nós, vampiros, também necessitamos de criados, e não seria uma boa idéia ter humanos comuns.)
– Ar mai fi lăsat creat în viață. (Não sobrariam criados vivos.) – ela sorriu e ele também.
– Lorde Vlad. – Shartene bateu na porta.
– Intrate. (Entrem.)
As criadas entraram carregando vestidos de todos os tamanhos e cores. Um era mais lindo que o outro.
– Ridica, milady. (Levante-se, milady.) – Shartene disse a Katherine.
Katherine franziu o cenho.
– Am? (Eu?)
– Ouí. – Miranda respondeu, segurando um vestido bege sem mangas. – Acesta va fi frumos cu asta. Dar mai întâi trebuie să facă baie. (Ficará linda com esse. Mas, antes terá que se banhar.)
Vlad sorriu. Estava gostando do tratamento que Shartene e Miranda davam a Katherine e o quanto ela se sentia inibida naquela banheira, sendo banhada e cuidada pelas criadas e sendo observada por ele. Ele já havia vestido sua blusa branca de mangas longas e calçado seu par de botas pretas, mas só em vê-la nua naquela banheira lhe dava vontade de expulsar as criadas do quarto e possuí-la ali mesmo.
Vlad engole em seco. Estava ficando completamente obcecado por Katherine, e aquilo não era bom. Ou era?
Aliás, por que tinha que pensar naquilo? Para que contrariar o destino, se ele queria juntá-lo àquela linda humana? Não queria mais dar vazão às leis vampíricas ou humanas. Apenas queria ter Katherine para si, mesmo que tudo e todos tentassem atrapalhar.
– Cum ar fi lavanda, milady?  (Gosta de lavanda, milady?) – Miranda perguntou a Katherine.
– Da. (Sim.) – ela murmurou envergonhada.
Após banhá-la, Shartene e Miranda a vestiram com o belo vestido bege e a sentaram no divã, penteando seus longos cabelos negros. Vlad a observava a todo momento, enfeitiçado.
Shartene trocou os lençóis ensangüentados, enquanto Miranda retocava os lábios carnudos de Katherine com um batom vinho. Katherine comprimiu os lábios para senti-lo.
– Nu mai avem nevoie de a face acest lucru, milorde? (Não precisaremos mais fazer aquilo, milorde?) – Miranda perguntou a Vlad quando estava prestes a sair.
– Nu. (Não.) – ele sorriu. – Ea e tot ce vreau acum. (Ela é tudo o que eu quero agora.) – ele disse olhando para a linda mulher sentada ao divã.
Shartene e Miranda assentiram e foram embora.
– Ce? Asta? (Aquilo? Aquilo o que?) – Katherine perguntou quando já estavam a sós.
– Vânătoare virgine.  (Caçar mulheres virgens.) – Vlad entrelaçou os dedos acima das pernas. – Não preciso mais disso.




– Ah, da ... (Ah, sim...) – Katherine assentiu. Após uma pausa, ela o olhou no fundo dos olhos com aquele olhar que era mais puro que a própria inocência. – Și crezi că eu sunt singurul care te poate satisface, Vlad? (E acha que sou a única que pode satisfazê-lo, Vlad?)
Vlad bufou achando graça, e já estava em frente a ela, ajoelhado perante a seus pés.
– Oh, Katherine ... Nu mă face să o duc la acel pat și murdar din nou.  (Ah, Katherine... Não me faça levá-la para aquela cama e lhe sujar outra vez.) – ele sorriu ao vê-la corar. – Și da, frumoasa mea. Tu ești cel pentru mine. Si eu nu vreau să scap de tine așa de repede. (E, sim, minha bela. Você é única para mim. E não vou querer ficar longe de você tão cedo.)
Eles sorriram e ele a beijou com paixão.


Bed of Roses - Bon Jovi


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