A Noiva do Drácula
CAPÍTULO 29
Luana olha para Ivan.
Ela já estava começando a perceber que aquela história o estava incomodando muito. Sua expressão era de lamento.
Ela já estava começando a perceber que aquela história o estava incomodando muito. Sua expressão era de lamento.
– Não está sendo fácil me contar isso, não é?
Ele sorri para ela.
– Fácil não está. Mas, ainda assim, contarei para você. –
Ele faz uma breve pausa. – É preciso que você saiba, pois isso envolve David.
Luana fica em silêncio por um momento. Ivan estava certo.
Ela queria muito saber sobre aquele mundo que envolvia seu melhor amigo.
– Tem razão.
Ivan se ajeita no sofá.
– Bem, vamos lá. O “relacionamento” de Vlad com Katherine
estava cada vez mais forte. Tão forte que quase não o víamos no palácio de
tanto que ele ficava naquele pequeno casebre com ela.
– Casebre?
- Era uma pequena casa que ficava nos terrenos do palácio.
Muito antes daquele tempo a usávamos para guardar corpos humanos.
Luana ergue as sobrancelhas com surpresa.
- Que vocês matavam?
– Sim. – Ivan responde sem jeito. – Mas depois paramos com
esse hábito. Desde então, aquele casebre só servia para guardar alguns animais
que caçávamos. Até Vlad aprisionar mulheres virgens num calabouço que tinha
debaixo dele.
– Katherine ainda ficava presa lá?
Ivan hesita responder por um momento.
– Ainda fico em dúvida em saber quem era o verdadeiro prisioneiro;
se era ela, ou ele.
***
Vlad desabou o corpo
sobre o corpo frágil e exausto de Katherine. Ele sentia-se exausto, mas muito
saciado com o sexo que acabara de fazer. Katherine estava completamente
maravilhosa; sua cor estava mais viva, seus cabelos estavam lindamente
espalhados pelo travesseiro, e seu lindo corpo estava banhado pelo suor. Ela
era tão linda que o fazia perder a cabeça.
Vlad sorriu para ela e a beijou.
– A fost minunat. Ca
întotdeauna. (Foi maravilhoso. Como sempre.)
Ela sorriu e se
espreguiçou por debaixo do corpo dele.
– A fost, da. Vlad,
pot să vă pun o întrebare? (Foi, sim. Vlad, posso lhe fazer uma pergunta?)
– Da, frumoasa meã. (Sim,
minha bela.) – ele acariciou o rosto feminino.
– De ce nu mă
transforma într-un vampir? (Por que você não me transforma em uma vampira?)
Ele olhou atentamente
para ela.
– De ce mă întrebi
asta? (Por que me pergunta isso?)
– Doar că am crezut că ar fi putut deveni un vampir, dacă mă să te
muște. (É que eu pensava que já poderia virar vampira se você me mordesse.)
Ele sorriu.
– Nu, Katherine. Dacă
este așa, toți oamenii care au vampiri puțin prea avansat. (Não, Katherine. Se
fosse assim, todos os humanos que mordi também teriam virado vampiros.) – ele
saiu de cima dela. – Procesul de a face pe cineva rândul său vampir este un pic
diferit. (O processo para fazer alguém virar vampiro é um pouco diferente.)
Ela se sentou, se
cobrindo com o lençol branco até acima dos seios.
– Diferit? Cum? (Diferente?
Como?)
Ele acariciou a linda
cascata negra que caía sobre os ombros dela.
– Este un pic cam
complicat, frumoasa mea. Însă nu pentru tine să știi că acum. Mai avem încă o
mulțime de timp.(É um pouco complicado, minha bela. Mas não tem por que você
saber disso agora. Ainda teremos muito tempo.)
– Ai o multime de
timp, nu? (Você terá muito tempo, não é?) – ela sorriu divertida. – Nu sunt un
vampir, și nu voi trăi mult timp. (Não sou vampira, e não viverei por muito
tempo.)
Vlad ficou sério.
Apesar de Katherine achar graça, aquilo que ela dissera não parecia soar bem
aos seus ouvidos. Ao contrário – era aterrorizante.
Ele se levantou da cama, estando de costas para ela, e olhou para fora da janela, notando o início do nascer do sol no horizonte.
Se imaginar sem Katherine era, no mínimo, assustador. Ele ainda não entendia o que fazia se sentir daquela maneira, mas não ousava imaginar vê-la envelhecendo e morta. Por mais que parecesse estranho, a queria perto de si para sempre. O que mais queria mesmo era se transformar em humano e aproveitar tudo aquilo que não podia junto dela. Contudo, sabia que aquilo era completamente impossível.
Ele se levantou da cama, estando de costas para ela, e olhou para fora da janela, notando o início do nascer do sol no horizonte.
Se imaginar sem Katherine era, no mínimo, assustador. Ele ainda não entendia o que fazia se sentir daquela maneira, mas não ousava imaginar vê-la envelhecendo e morta. Por mais que parecesse estranho, a queria perto de si para sempre. O que mais queria mesmo era se transformar em humano e aproveitar tudo aquilo que não podia junto dela. Contudo, sabia que aquilo era completamente impossível.
– Vlad. La ce te
gândești? (Vlad. No que está pensando?)
Ele se virou para ela,
encostado na janela.
– Cât de mult îmi
doresc să dureze. (No quanto quero que isso perdure.) – Ele sorriu.
Ela se levantou nua da
cama e caminhou até onde ele estava, fazendo-o suspirar com a visão de seu
corpo nu.
– Ce avem? (O que
temos?)
– Da. (Sim.) – Ele
acariciou os braços e o colo dos seios dela. – Ar putea părea o nebunie,
Katherine, dar vreau de partea mea pentru totdeauna. (Pode parecer loucura,
Katherine, mas eu te quero ao meu lado para sempre.)
Vlad olhou para ela e
se surpreendeu ao notar as lágrimas que brilhavam nos olhos femininos.
– Katherine?
– De asemenea, doresc
ca dureaza pentru totdeauna, Vlad. Pentru totdeauna. (Eu também quero que isso
perdure para sempre, Vlad. Para sempre.) – Uma lágrima caiu do canto de seu
olho e ela suspirou. – Te iubesc. (Eu te amo.)
Vlad ficou em
silêncio. Jamais ouvira aquelas palavras em toda a sua existência, e agora elas
pareciam fazer algum sentido.
Ele enxugou as lágrimas que surgiram no rosto dela e a agarrou, beijando-a intensamente. Katherine agora fazia parte dele, e faria o que fosse possível estar ao lado dela.
Katherine foi a primeira a quebrar o beijo e se apoiou na janela, fazendo-o ter uma bela visão de seu corpo. Ele enlouqueceria com ela.
Ele enxugou as lágrimas que surgiram no rosto dela e a agarrou, beijando-a intensamente. Katherine agora fazia parte dele, e faria o que fosse possível estar ao lado dela.
Katherine foi a primeira a quebrar o beijo e se apoiou na janela, fazendo-o ter uma bela visão de seu corpo. Ele enlouqueceria com ela.
– Cât de frumos! (Que
lindas!)
– Ce? (O que?)
Ela o olhou, sorrindo
de orelha a orelha.
– Acei trandafiri. (Aquelas
rosas.) – Ela apontou para a plantação de roseiras vermelhas no campo. – Nu
sunt ei frumos? (Não são lindas?)
– Da. Dar ei nu se
compara cu frumusetea ei. (Sim. Mas não se comparam à sua beleza.)
Ela sorriu agradecida.
– Am vrut să le aibă
pentru mine. (Queria tê-las para mim.)
– Vrei? (Você quer?) –
Vlad perguntou maravilhado com o sorriso tímido de Katherine. – Bine. Haide. (Tudo
bem. Venha.)
Vlad a pegou pela mão
e a vestiu com o vestido branco médio de mangas longas que ela vestira entes, e
voltou a colocar sua blusa preta de mangas longas, abotoando poucos botões.
– Unde mergem? (Onde
vamos?) – Ela perguntou.
Vlad sorriu. Apesar de
curiosa, Katherine parecia estar muito encantada.
– Hai jos. În temniță.
(Vamos lá para baixo. Para o calabouço.) – Ele pegou a mão dela. – Vreau să fac
ceva. Haide. (Quero fazer algo. Venha.)
Vlad desceu com
Katherine para o calabouço escuro e úmido, atravessando um longo corredor e
chegando perto de uma pequena escada que levava a uma porta dupla inclinada
logo acima da escada.
– Cățărare. (Suba.)
Katherine o olhou,
confusa.
– Deschide ușa,
Katherine. Deschideți și de ieșire. (Abra a porta, Katherine. Abra e saia.)
Ela obedeceu e subiu a
pequena escada, depois abrindo a porta com certa dificuldade, pois aquele lugar
era muito escuro. Vlad deu dois passos para trás quando Katherine abriu a porta
dupla e adentrou o campo. Os raios de sol já estavam banhando o gramado e as
lindas rosas. Mas o que mais o fez ficar vidrado foi o sorriso contente que ela
abriu. Katherine estava maravilhada e a luz do sol a fazia brilhar, realçando
ainda mais sua beleza.
– Pot să plec? (Posso
ir?) – ela pediu com um sorriso reluzente.
Ele sorriu.
– Du-te. (Vá.)
Vlad estava perdendo o
fôlego com aquela visão. Katherine dançava para lá e para cá no gramado e
sorria como uma menina. Ela se abaixou e pegou uma rosa, a cheirando
satisfeita. Ainda não conseguia explicar, mas sentia uma alegria enorme em seu
interior por fazê-la se sentir tão bem. E ele queria tanto se juntar a ela...
Vlad deu um pequeno passo para frente, mas se deteve por sentir os raios de sol ficarem ainda mais fortes. Ele voltou rapidamente para trás – sua pele ardia. Entretanto, mesmo que estivesse quase entrando em combustão, faria o que fosse possível para ver a beleza dela reluzindo aquele lugar.
Vlad deu um pequeno passo para frente, mas se deteve por sentir os raios de sol ficarem ainda mais fortes. Ele voltou rapidamente para trás – sua pele ardia. Entretanto, mesmo que estivesse quase entrando em combustão, faria o que fosse possível para ver a beleza dela reluzindo aquele lugar.
– Katherine, vino. (Katherine,
vamos.) – Ele a chamou após um tempo.
Ela assentiu e correu
até ele, contente.
– Mulțumesc. (Obrigada.)
– Ela agradeceu com o mais belo dos sorrisos.
Ele sorriu de volta.
– Totul pentru tine,
Katherine. Acum, hai să plecăm de aici. (Tudo por você, Katherine. Agora, vamos
sair daqui.) – Vlad deu alguns passos para trás, fugindo do sol.
– Da. (Sim.) – ela
fechou a porta dupla e o acompanhou para fora dali.
Vlad e Katherine
entraram no quarto e ela se voltou para ele, segurando duas rosas que tinha
pego no campo.
– Scuzați-mă, Vlad. (Desculpe-me,
Vlad.) – Ela disse com pesar.
– De ce te ceri scuze?
(Por que está se desculpando?)
– De ce nu m-am gândit
la tine. În problema ta cu soarele. (Por não ter pensado em você. No seu
problema com o sol.) – ela disse envergonhada, desviando seu olhar.
Vlad achou graça e
pegou levemente seu queixo, fazendo-a olhar para ele.
– Nu văita, frumoasa
Katherine. Nimic nu sa întâmplat cu mine. A fost o mare bucurie pentru mine să
văd atât de fericită în acest fel. Și, dacă depinde de mine, voi face asta ori
de câte ori mă întrebi pe mine. Sau, mai degrabă, voi face mai mult. (Não se
lamente, linda Katherine. Nada me aconteceu. Foi uma imensa alegria para mim
vê-la tão contente daquele jeito. E, se depender de mim, farei isso sempre que
você me pedir. Ou melhor, farei muito mais.)
Os olhos de Katherine
brilharam e ela sorriu deslumbrante, deixando-o estupefato com tamanha graça e
beleza.
– Vă mulțumesc, Vlad.
(Obrigada, Vlad.)
Ele sorriu para ela.
– Nu mulțumesc. (Não
agradeça.) – Vlad a beijou apaixonadamente.
Ele interrompeu o
beijo brevemente e pegou as duas rosas da mão de Katherine, despetalando uma
delas sobre a cama.
– Vlad... – Ela
protestou.
Ele achou graça da
expressão dela.
– Te vreau înapoi. (Quero
você novamente.) – Ele despetalou a última rosa. – Și le-am miros pe tine. (E
quero sentir o cheiro delas em você.)
Ele agarrou Katherine
e a deitou suavemente na cama, sobre as pétalas. Katherine pegou algumas
pétalas e cheirou satisfeita, olhando sensualmente para Vlad.
Ele acariciou cada canto do corpo dela e suspirou, deliciando-se com a beleza de sua mulher. Sim, ela era sua. E sempre seria.
Ele acariciou cada canto do corpo dela e suspirou, deliciando-se com a beleza de sua mulher. Sim, ela era sua. E sempre seria.
– Ah, Katherine...
Vlad abaixou-se e a
beijou com paixão.
***
No alto da noite, Vlad
voltou para o palácio e deparou com seu pai encostado no batente da porta da
grande sala de estar. Obviamente devia estar lhe esperando.
– Acum, spune-mi unde
a fost și ce făcea, Vlad. Spune-mi acum, sau afli pentru mine. Si eu garantez
ca nu va place rezultatul. (Agora, conte-me onde estava e o que fazia, Vlad.
Conte-me agora, ou descobrirei por mim mesmo. E garanto que você não gostará do
resultado.)
Vlad engoliu em seco.
Ele sabia que de uma hora para outra Damian descobriria. E por mais que temesse a ele e a Elite, não voltaria mais atrás como fizera em Bourges. Ficaria com Katherine, mesmo que tivesse que morrer junto dela.
Ele sabia que de uma hora para outra Damian descobriria. E por mais que temesse a ele e a Elite, não voltaria mais atrás como fizera em Bourges. Ficaria com Katherine, mesmo que tivesse que morrer junto dela.
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