segunda-feira, 27 de maio de 2019

A NOIVA DO DRÁCULA - CAPÍTULO 30




Damian se desencostou do batente da porta e foi em direção ao filho.

– Spune-mi acum. (Conte-me agora.) – Ele rosnou.

Vlad suava frio.

– Orice aș spune tatălui meu? (O que quer que eu conte, meu pai?)

– Știi foarte bine. (Você sabe muito bem.)        

Vlad o encarou temeroso. Não sabia extamente o que dizer, e aquilo o assustava.

– Ah, da. (Ah, sim.) – Ele assentiu. – Am plecat de acolo. Din zonele casei noastre. (Saí por aí. Para fora dos domínios de nossa casa.)

– Ce-ai făcut? (Você o que?) – Damian semicerrou os olhos.

– Am vrut să se plimbe în jurul valorii de oraș. (Quis andar pela cidade.) – mentiu. – Nu am mai putut obține blocat aici. (Não agüentava mais ficar preso aqui.)

– Stuck? Nu sunteți blocat, Vlad. Aici este casa noastră, iar noi nu ar trebui să se amestece cu această familie rău care sunt umane. (Preso? Você não está preso, Vlad. Aqui é nossa casa, e não devemos nos misturar com essa raça maligna que são os humanos.)

Vlad sentiu vontade de rir, mas se conteve.

– Răul? înțelegerea noastră a răului, tată? De fapt, ei sunt care cred ca noi. (Maligna? O que entendemos de maligno, papai? Para falar a verdade, eles é que pensam assim de nós.)

Damian o encarou friamente.

– Nu-mi pasă ce cred ei. Și tu nu mă va păcăli. Unde ai fost? (Pouco me importa o que eles pensam. E você não vai me enganar. Onde esteve?)

– I-am spus ,tatălui meu. (Já disse, meu pai.)

– Știu că minți, Vlad. Aproape nu văd palatul, sicriul era gol, iar tu doar înapoi dintr-un loc. Pentru ultima oară. Unde ai fost? (Sei que você está mentindo, Vlad. Quase não o vejo no palácio, seu caixão estava vazio, e você acaba de voltar de um lugar. Pela última vez. Onde esteve?) – Damian alterou a voz agarrando o colarinho do blazer de Vlad.

Vlad respirou fundo.
Ele sabia que não poderia continuar mentindo para Damian. Não havia feito nada certo ao ponto de ninguém de sua família desconfiar. Agora seus irmãos sabiam, e seu pai parecia saber também. E por mais que soubesse que tinha errado, não se arrependia nem um pouco de ter passado a maior parte de seu tempo com Katherine. Ela era sua droga e sua cura, e não conseguiria viver mais um minuto sem ela.
A havia deixado sozinha no casebre no intuito de tentar disfarçar sua presença naquele palácio, mas tudo havia dado errado. Agora só temia por Katherine.

– Tati, ce sa întâmplat? (Papai, o que houve?) – A voz de Ivan surgiu na sala de estar. Estava acompanhado de Alan.

Damian encarou seus outros filhos, ainda com as mãos apertando o colarinho de Vlad.

– Fratele său îmi va spune secretele lor. (Seu irmão me contará seus segredinhos.) – Damian voltou a encarar Vlad. – Spune-mi acum! (Conte-me agora!)

Vlad engoliu em seco. Não tinha mais saída.

– Tată, am ... (Papai, eu...)

– El a făcut nimic, tată. (Ele não fez nada, papai.) – Ivan disse rápido. – Vlad a fost doar în jur. (Vlad apenas tem andado por aí.)

Damian encarou seu filho mais velho com descrença.

– Fost în jur? Nu mă face să râd. În lumina soarelui? (Andado por aí? Não me faça rir. À luz do sol?)

Ivan chegou um pouco mais perto.

– Știi că Vlad a fost întotdeauna un libertin. Întotdeauna a avut acea ... afecțiunea umană. Și eu cred că el a aranjat undeva să rămână în timp ce era o zi. (Sabe como Vlad sempre foi um libertino. Ele sempre teve essa... afeição a humanos. E acredito que ele tenha arranjado algum lugar para ficar enquanto era dia.) – Ivan fez uma pausa. – Nu uita că alții din rasa noastră trăiesc, de asemenea, în oraș. (Não se esqueça que outros de nossa raça também moram na cidade.)

Damian continuou o olhando com desconfiança.

– De unde știi asta? (Como pode saber disso?)

* * *

– Seu pai acreditou em você? – Luana perguntou.

Ivan sorri.

– Papai nunca havia desconfiado de mim antes. Nunca fui de dar trabalho, então foi fácil. – ele se ajeita na poltrona. – Mas acho que foi mais fácil porque Alan me ajudou.

* * *

– De asemenea, am văzut, tată. (Eu também vi, papai.) – Alan entrou na conversa. – Vlad vedea întotdeauna în jurul valorii de mers pe jos. (Sempre vejo Vlad andando por aí.) – ele olhou para seu irmão mais velho.

Apesar de estar apavorado, Vlad estava contente por ter dois irmãos que o protegiam. Era óbvio que eles não aprovavam seu comportamento, mas nunca havia sido delatado por eles.
Damian voltou a encará-lo.

– Tu și desfrâul, nu este, Vlad? La fel ca în Bourges. (Você e suas libertinagens, não é, Vlad? Assim como em Bourges.) – Damian o soltou bruscamente, quase o fazendo cair. – Tot nu înțeleg de ce ești atât de fascinat de aceste al naibii. Dar, știu că se va termina. (Ainda não entendo por que tem tanto fascínio por esses malditos. Mas saiba que isso vai acabar.)

Vlad se recompôs.

– Nu mă poți interzice să părăsească, tatăl meu. (O senhor não pode me proibir de sair, meu pai.)

Damian o encarou.

– Asta e ceea ce vom vedea. (Isso é o que veremos.)

Vlad viu seu pai sair da sala de estar e olhou para os irmãos.

– Sunt recunoscător pentru ceea ce au făcut. (Agradeço pelo que fizeram.)

Alan foi até ele.

– Încercați pentru a expune mai puțin, Vlad. În cazul în care continuați în acest fel, se va sfârși prin a fi prins de către tată. (Tente se expor menos, Vlad. Se continuar desse jeito, acabará sendo pego pelo papai.)

Vlad sorriu para seu irmão mais novo.

– Voi avea mai multă grijă. (Tomarei mais cuidado.) – Ele olhou para Ivan. – Vă mulțumesc, Ivan. (Obrigado, Ivan.)

– Nu este nevoie să-i mulțumesc. Dar, ceva îmi spune că tatăl nostru nu a crezut mult în această poveste. (Não precisa agradecer. Mas algo me diz que nosso pai não acreditou muito nessa história.)

– Știu. (Sei disso.) – Vlad respondeu. – Voi încerca să fiu un pic mai subtil. (Vou tentar ser um pouco mais sutil.)

Dizendo isso, Vlad caminhou até a porta de saída.

– Vlad. Unde te duci? (Vlad. Onde você vai?) – Ivan o chamou.

Ele olhou para seus irmãos.

– Vizualizare Katherine. (Ver Katherine.)

– Katherine? – Alan disse.

– Ai de gând nebun? (Você está ficando maluco?) – Ivan o olhou como se ele estivesse louco. – Tocmai ai spus că ar fi mai atent, iar acum se va vedea acest femeie? (Você acabou de dizer que teria mais cuidado, e agora vai ver essa humana?)

– Și, dacă tata afla, Vlad? Ce vom zice? (E se papai descobrir, Vlad? O que diremos?) – Alan perguntou.

– Nu vei spune nimic. Vei veni cu mine. (Vocês não dirão nada. Pois irão comigo.) – disse simplesmente.

– Ce? (O que?) – Ivan disse confuso.

– Vreau să-i prezint pe Katherine. Veni. (Quero apresentá-los a Katherine. Venham.)

Vlad virou as costas e girou a maçaneta.

* * *

– Ele o que? – Luana sorri.

Ivan também sorri e se senta desconfortável.

– Vlad era mais louco do que eu pensava. Ele queria muito nos apresentar a Katherine. O que complicou ainda mais as coisas. – Ivan disse sério.

– Seu pai descobriu?

Ivan fica em silêncio. Com certeza estava pensando em algo desagradável.

– Luana... Eu já desconfiava que Vlad estava começando a se apaixonar por Katherine – apesar de saber que vampiros não podiam ter esse tipo de sentimento humano. Achava que ele era louco por estar naquela situação tão incomum. – Ivan olha para ela. – Mas depois desse dia, comecei a entendê-lo.

– Como assim?

Ivan respira fundo.

– Vlad levou a mim e ao Vlad para conhecer Katherine. Ela estava sentada numa grande cama com dossel. Estava linda – usava um vestido longo preto sem mangas. – Ivan fez uma pausa perdido nos próprios pensamentos. – Sim... Ela era, realmente, muito linda.

* * *

Vlad foi até Katherine e estendeu a mão para ela, fazendo-a ficar de pé. Ele olhou para seus irmãos parados perto da porta.

– Acest lucru este Katherine. (Essa é Katherine.) – Ele voltou sua atenção para ela. – Katherine acestea sunt frații mei Alan și Ivan. (Katherine, esses são meus irmãos Alan e Ivan.)

Ela sorriu para eles e os cumprimentou com um aceno de cabeça.

– Buna ziua. (Olá.)

– Bună, Katherine. (Olá, Katherine.) – Alan pegou sua mão e beijou com delicadeza, num gesto cortês.

Ivan ficou sem palavras ao vê-la. Não era a toa que Vlad parecia se derreter por ela.

– Ah ... Bună. (Ah... Olá.) – Ivan disse sem mais palavras.

* * *

– Ivan, você...?

– Sim, Luana. Naquele momento me fascinei por Katherine. Pude entender muito bem toda aquela obsessão de Vlad.

* * *

– Am vrut să prezint pe fratele meu pentru tine, frumoasa mea. (Queria apresentar meus irmãos para você, minha bela.) – Ele sorriu para ela, que já tinha se sentado de volta na cama. – Nu face nimic. Ei nu sunt ca tatăl meu. (Não se preocupe. Eles não são como meu pai.)

– Este o plăcere să te cunosc. (É um prazer conhecê-los.) – ela disse amistosa.

Alan olhou para Vlad.

– Vlad, tu știi că ea este în pericol aici. (Vlad, sabe que ela corre perigo aqui.)

Ele tentou disfarçar seu nervosismo.

– Nimic nu se va întâmpla cu ea, Alan. Nu spune prostii. (Nada vai acontecer a ela, Alan. Não diga tolices.)

– Tocmai a spus, frate. Știi ce sa întâmplat acum. (Apenas disse, irmão. Sabe o que aconteceu há pouco.)       

– Ce sa întâmplat? (O que aconteceu?) – Katherine perguntou a ele. Parecia aflita.

– Nimic, frumoasa meã. (Nada, minha bela.) – Vlad respondeu de imediato. – Nimic care trebuie să vă faceți griji. (Nada com que tenha que se preocupar.)

Ivan fiou em silêncio. Queria ter algo que dizer para seu louco irmão mais novo. Mas a verdade é que estava começando a se sentir como ele.

– Trebuie să ne întoarcem. (Temos que voltar.) – Alan disse. – Tatal nostru se va simți lipsa noastră în palat. (Nosso pai sentirá nossa falta no palácio.)

– Sunt de acord. (Concordo.) – disse Vlad. – Dacă din întâmplare, tatăl meu te întreb unde sunt, spune-i că sunt în camera mea. (Se por acaso papai lhes perguntar onde estou, diga a ela que estou em meu quarto.)

– Nu vii? (Você não vem?) – Ivan disse finalmente.

– Voi fi un pic ca Katherine. (Vou ficar um pouco com Katherine.)

– Ești nebun, fratele meu? (Você está louco, meu irmão?)

Vlad sorriu.

– Puțin. Spune-i Shartene și Miranda bloca ei înșiși camera mea. Nu-ți face griji. Mai târziu, voi fi acolo. (Um pouco. Diga para Shartene e Miranda trancarem meu quarto. Não se preocupem. Mais tarde estarei lá.)

Alan sorriu.

– Nu ai nici un fel, Vlad. (Você não tem jeito, Vlad.)

Alan e Ivan se despediram de Katherine e caminharam até a porta de saída. Vlad os levou para fora, esperando Alan caminhar na frente, e agarrou rapidamente o braço de Ivan.

– Vlad? – Ivan o olhou sem entender. – Ce sa întâmplat? (O que houve?)

A expressão de Vlad não era mais de harmonia, mas de algum sentimento de posse. Seus olhos azuis brilhavam com algo perverso e sua mandíbula estava cerrada.

– E a mea, Ivan. (Ela é minha, Ivan.)

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