sábado, 4 de novembro de 2023

A noiva do Drácula (nova versão) - capítulo 22




Luana saiu do banheiro feminino e, antes de virar a esquerda para retornar à mesa, sentiu mais do que viu um braço impedindo a sua passagem; era um braço masculino coberto por uma lustrosa jaqueta de couro. Não apenas o braço dele estava tão próximo ao seu rosto, como ela também podia sentir o hálito com um misto de algo refrescante e álcool tão perto de si, mais precisamente da boca.

Lá estava ele, totalmente perto e intimidante, muito mais do que nas vezes anteriores em que havia entrado em seu caminho, os olhos safira fixos e atentos a cada movimentar dos perplexos olhos castanhos também fixados no rosto alvo dele.

— Olá, Luana — A voz de David soou sedosa como veludo, como um predador que só queria brincar com a presa. — Acho que agora você não poderá se esconder de mim.

Embora os olhos de Luana estivessem quase vidrados no rosto dele, ela tentou ao máximo recobrar a consciência e fitou de um lado a outro do corredor. Não havia ninguém, somente os dois ali.

David notou o olhar quase amedrontado dela.

— Eu tive que ameaçar algumas pessoas para que nos deixassem sozinhos — Ele respondeu a pergunta silenciosa dela. — Já outros que permaneceram na intenção de arranjar briga, o que certamente não seria uma boa ideia, eu tive de subornar com algumas notas que eu tinha na carteira. Fiquei quase pobre por sua causa. — David riu amargamente, mas também achando graça.

Diferentemente dele, Luana não estava achando graça alguma. Ameaça, suborno? O que David estava pensando?

— O que você quer, David? — A voz dela soou mais rouca do que pretendia.

O sorriso dele diminuiu. Os olhos dele estavam tão fixos que pareciam não piscar.

- Precisamos conversar, Luana.

Luana respirou profundamente. E lá estavam os dois novamente, no mesmo impasse.

— Achei que já havíamos conversado.

— Ah, não conversamos, não... — David contradisse. — Aliás, em todas as vezes, algo sempre nos impedia, mas não posso dizer o mesmo de agora.

— "Nos impedia"? — Luana quase cuspiu a frase. — Por que você insiste em salientar um "nós" que nunca existiu?

David franziu o cenho ao ouvir aquilo.

— Não, Luana. Sempre existimos, desde o primeiro dia em que nos conhecemos — respondeu de modo paciente. — Você é quem nunca nos deu uma chance.

De certo modo, ele não estava errado, Luana pensou à contragosto.

Luana fitou à sua direita e notou que tinha um espaço livre por onde ela poderia passar, mas soube que não daria certo. David era mais rápido e mais forte que ela e facilmente a alcançaria. Não valeria o esforço.

— Diga-me então o que você quer — Luana pediu em sentimento de derrota.

— Não falamos direito sobre o seu noivinho da última vez — David começou. — "Noivo", Luana? Sério mesmo?

Claro. O assunto certamente seria esse.

— Sim, é sério — Luana respondeu até um pouco mais audaciosa. — Ele me pediu em noivado e eu aceitei. Ele me ama e eu o amo. Simples assim.

— Não. Não é "simples assim" — David rebateu ainda mantendo a paciência. — Eu sei que você não o ama, e esse imbecil também não te ama.

— Você não sabe nada sobre os meus sentimentos, David — Luana rebateu de início, mas sentiu seu coração paralisar por um instante. — Você... o conhece? — indagou temerosa.

— Não, Luana, eu não o conheço — David negou. — Se eu o conhecesse, o faria se arrepender amargamente por colocar os olhos em você.

Luana arquejou nervosa e indignada.

— "Se arrepender"? — Luana repetiu incrédula. — David, você me trata como se eu fosse a tua propriedade, o que eu não sou. Além disso, me lembro de ter visto você bem satisfeito ao lado da Nina.

David não pôde evitar o sorriso iniciar no canto de seus lábios.

— Com ciúmes, Luana?

Luana quase engasgou. David podia ser muito prepotente.

— Eu não estou com ciúmes, apenas não entendo porque você a beija num momento, e no outro, me coloca contra a parede para que eu ceda às suas vontades — Luana disparou de uma vez. — Mas as coisas não funcionarão como você quer, David.

O que ela também não entendia era como conseguiu dizer tudo aquilo a ele sem gaguejar e parecer mais nervosa. Por enquanto, estava obtendo sucesso. Mas e depois?

David expeliu o ar e se aproximou ainda mais dela.

— Eu não a beijei, ela me beijou — se defendeu num murmúrio enquanto fitava os lábios carnudos e deliciosos que ele estava louco para provar. — Eu não sinto nada por ninguém, Luana, só por você.

Luana respirou mais profundamente tentando se agarrar ainda mais à parede numa tentativa de escapar dos lábios dele que se aproximavam cada vez mais.

— Eu acredito que você realmente não tenha sentimentos românticos por Nina, o que é um desperdício — Luana disse num tom de voz quase fraco. — Você poderia tentar me esquecer com ela. Fariam um ótimo casal.

Nem ela acreditava no que havia acabado de dizer.

David quis sorrir, mas o par de olhos safira se fixaram ainda mais no par de olhos castanhos, mostrando mais seriedade.

— Para você, é fácil dizer isso, quando sempre teve pessoas ao teu redor, te amando e te respeitando. — David engoliu em seco ao ter as mesmas recordações ruins. — Você não precisou se apegar com todas as suas forças a alguém por ela ser a única pessoa que você amou e ama até hoje.

O cenho de Luana franziu em confusão. O que David queria dizer com aquilo?

— O que... — Luana iniciou, mas David continuou.

— E respondendo à sua pergunta anterior: não, você não é a minha propriedade, mas é o amor da minha vida — David disse com ainda mais afinco, transpassando toda a sua sinceridade. — E só de te imaginar com outro homem, me deixa a ponto de fazer uma loucura.

Sim, David a amava com todas as forças, Luana confirmou mentalmente, seus olhos marejados traindo a expressão indiferente do rosto. Mas era tão tarde para saber daquilo.

Luana engoliu em seco numa tentativa de disfarçar o nó na garganta e a voz falha.

— Eu não posso retribuir os teus sentimentos, David. Eu sinto muito.

David a encarou de modo mais atento, observando cada detalhe das expressões do rosto dela.

— Sente mesmo? Ou para você, atualmente, eu não passe de um carrapato imundo pegando no teu pé? — Ele escarneceu. — Até mesmo da amizade que tínhamos antes você se esqueceu, Luana.

— Mas você é meu amigo, David — Luana disse. — Sempre foi.

— Não, Luana, eu não sou. Pelo menos, não é assim que você me vê agora — David disse com a voz dura. — Cada vez que eu falo com você, cada vez que eu te toco — Os olhos famintos dele percorreram o corpo dela. —, você é hostil a mim. E tudo por causa desse teu noivo maldito.

Ele agora colocaria a culpa em quem não tinha nada a ver?, Luana pensou.

Certamente, David devia achar que Drácula tinha algo a ver pelo afastamento que ela decidiu ter da relação de amizade que outrora ambos tinham, mas não era verdade. Não havia feito nem uma semana que ela o havia conhecido e aceitado ser a sua noiva. Mas não diria isso a David, obviamente.

— Me desculpe — Luana disse de modo quase inaudível, e foi tudo o que ela conseguiu dizer naquele momento.

— Eu não quero suas desculpas, merda! — David ralhou, fazendo-a pular de susto. — Eu não quero suas desculpas — ele repetiu com a voz mais fraca. — Eu só quero você, Luana. Do jeito que for, e eu sei que, no fundo, você também me quer.

Embora suas palavras fossem prepotentes e quase convencidas, o tom de voz mostrava o desespero dele. O David apaixonado e provocativo havia dado lugar ao David ainda mais intenso e intimidante.

— Eu não sei do que você está falando — a voz de Luana saiu quase tremida e hesitante que ele soubesse demais.

— Ah, não? — Ele indagou ironicamente. — Acha que não te conheço o suficiente? Você acha mesmo que eu não notei o teu olhar de insatisfação e mais emoções negativas quando eu estava com a Nina? — A mão esquerda de David acariciou a face quase paralisada dela. — Eu pensei que esta noite seria mais uma entediante como todas as outras, mas percebi que não. — O sorriso de David se ampliou ainda mais, e não parecia ser um sorriso prepotente. — Apesar de tantas coisas, a minha satisfação da noite foi perceber que você não é nem um pouco indiferente a mim.

Luana engoliu em seco. O seu corpo estava tremendo.

— Acho que você está delirando — foi o que ela conseguiu dizer ainda completamente vidrada nas expressões do rosto dele e nos intimidantes olhos azuis.

— Delirando? — David repetiu em desafio. Ele parecia chegar cada vez mais perto. — Você e eu sabemos que não, minha deusa — ele quase sussurrou em adoração a última palavra. 

Luana ruborizou fortemente por conta da alcunha lhe dada, por seu corpo cada vez mais ser prensado pelo corpo maior contra aquela parede, e por sentir coisas ainda mais intensas do que ela pensou que sentiria por causa dele.

— E posso dizer que estou muito feliz em saber que você não me ignora tanto quanto eu pensava — David continuou apreciando o movimentar rápido do par de seios dela contra a blusa pela respiração pesada. Agora a atenção dele se dividia entre cada detalhe das expressões do rosto dela e o corpo que quase se desfalecia contra o seu. — Você pode ainda não me amar como eu te amo, Luana, mas me deseja desesperadamente.

Por que ela sentia a sua respiração ficar cada vez mais rasa e seu corpo tremer? Seria pela invasão por parte de David que não queria cessar aquelas provocações? E quanto a sua voz que praticamente não saía? Como Luana poderia sentir-se mais afetada por um homem que, desde muito tempo, via apenas como amigo, do que pelo homem com quem era comprometida?

Mas ela não deveria - não somente por ela, mas também por Drácula.

Reuniu o pouco de ar e coragem que ainda tinha para enfrentá-lo e o fazer deixá-lá em paz de uma vez por todas.

— Não, David — Luana disse mais uma vez em desafio, apesar da sua voz a trair. — Eu não sinto nada por você, se é o que pensa.

Ele esboçou mais um de seus sorrisos diabólicos.

— A sua boca pode dizer o que quiser, mas eu sei o que eu vi. — Os olhos dele desceram apreciando cada detalhe do corpo dela e como ele parecia vulnerável naquele momento. Os olhos safira se voltaram para o rosto dela. — E sei o que estou vendo agora.

O seu corpo e sua voz a estavam traindo, e Luana tinha plena consciência disso. O melhor a fazer seria gritar - mas gritar nao seria uma boa ideia -, então tentaria fugir dali.

— Você está delirando completamente. — Luana tentou se soltar, mas sem sucesso - o corpo dele era como uma muralha. — Eu não gosto de você, David, apenas como amigo! Eu estou comprometida e amo o meu noivo, entenda isso!

Ele continuou a olhar intensamente para ela. Parecia enraivecido pelas palavras, mas um lado não parecia totalmente convencido do que acabara de ouvir.

— Você vai continuar negando? — A voz masculina soou quase como uma ameaça.

Luana engoliu em seco mais uma vez; ela teria de ser forte para enfrentá-lo. Levantou novamente o queixo em desafio.

— Sim, eu negarei — Respondeu audaciosa, a voz um pouco mais firme, o que ela agradeceu numa breve prece silenciosa.

— Você nega? — David insistiu.

Talvez aquela não teria sido uma boa idéia; David chegava ainda mais perto que antes. Mas o que, de fato, teria sido melhor a fazer? Se ela não o confrontasse, estaria perdida.

— Me deixe passar, David. — Luana tentou empurrar o corpo dele, mais uma vez sem sucesso. Qualquer movimento seu não fazia nenhum efeito nele.

— Me diga, Luana! — David repetiu, mas num tom de voz bem mais alterado que antes. Se continuasse assim, alguém poderia ouvi-los, mesmo com o som alto da música. — Diga olhando nos meus olhos. Você nega?

Luana fez como o ordenado e fitou os lindos olhos azuis. Olhos que mexiam com ela desde a primeira vez em que o vira. Mas David era apenas um amigo, e ele deveria entender.

— Nego, David, eu nego! — Disse quase tão alterada quanto ele, a voz rouca e os olhos marejados novamente. — Agora deixe-me passar!

O olhar dele parecia ainda mais perigoso e ameaçador que antes.

— Ah, é? — David disse sem paciência, o ódio tomando conta de cada centímetro de seu corpo, de sua alma. — Então negue isso.

Antes que Luana percebesse o que David estava prestes fazer, ele cobriu a boca dela com a sua num beijo desesperadamente apaixonado. Claro que Luana tentou se debater, quebrar o beijo e se afastar, mas de nada adiantou. David era mais forte e estava assaltando a boca dela num ritmo totalmente implacável e controlado. De início, Luana se debateu, querendo se soltar dos braços fortes dele, mas depois ela deixou-se dominar por ele e não fez mais nenhuma força para tentar se soltar, pois não era mais aquilo o que ela queria.

David aproveitou a deixa e a puxou de encontro a seu corpo, fazendo-a se derreter com seus beijos quentes.

"Você é um garoto legal, apesar de ser tão fechado. Podemos ser amigos, o que acha?"

Luana lembrou-se do dia em que David e ela se tornaram amigos oficialmente, embora parecesse que ele nem ao menos soubesse o significado da palavra "amizade". Foi algo conveniente para os dois, pois ele estava cada vez mais próximo, e ela também já estava encantada por ele. Mas nenhum dos dois poderia pressentir que aquela amizade doce e inocente, se tornasse algo obscuro que os afastasse cada vez mais.

"Eu a quero para ser a minha noiva, Bela Lua."

Uma solitária lágrima caiu do canto do olho de Luana enquanto os lábios e o corpo de David a dominavam totalmente. A cabeça e parte do tronco dela estavam apoiados contra a parede do corredor, enquanto boa parte do corpo feminino estava quase que completamente à mercê do dele, uma mão agarrada entre os fios longos do cabelo dela, e a outra passeando pelas laterais dos seios, as costas e os glúteos redondos.

Luana sentia-se tão confusa naquele momento. Amava seu noivo - sim, ela o amava. Mas por que tinha deixado ser seduzida e dominada daquela forma por alguém que, por tanto tempo, considerava apenas um amigo? Ou as coisas não eram exatamente o que ela pensava?

Um lado seu - um lado completamente desesperado de desejo e algo mais que ela não soube decifrar - queria mais dos lábios macios e punitivos ao mesmo tempo; queria elevar as mãos até o topo da cabeça dele e acariciar os macios fios negros; queria que a chama ardente entre eles não terminasse naquele corredor iluminado à meia luz. Mas, por pouco, o seu lado sensato e racional tomou à frente.

Luana reuniu todas as forças que ainda lhe restavam e quebrou o beijo, ofegante, afastando de si o corpo firme de David.

— Não. Não!

David estava tão confuso e sem fôlego quanto ela, apoiando a mão esquerda na parede, dessa vez não para prendê-la, pois a outra mão já realizava essa tarefa. Nem ele e nem Luana disseram nada por um bom tempo. Os olhos safira se fixaram abaixo.

O busto de Luana subia e descia numa respiração pesada e irregular. O batom que antes somente ela usava, agora havia sido compartilhado nas duas bocas. Mesmo que não fosse um humano comum, David agora não se encontrava superior a ela.

Os olhos semicerrados de Luana continuaram fixos no olhar analítico que David tinha entre o rosto e parte do corpo dela. Ele esboçou um sorriso vitorioso e perverso. Se algum dia ela pensou que David pudesse ser alguém obscuro, dessa vez ela teve ainda mais razão de ter tais pensamentos.

— "Não" o que, Luana? — David aproximou-se mais, a respiração ainda irregular. — Você pode continuar insistindo que não gostou do que acabamos de fazer e que não sente nada por mim, mas agora eu sei que você me deseja tanto quanto eu te desejo. E é agora mesmo que eu não vou desistir de você. — Ele a fitou seriamente, olhando no fundo de seus olhos. — Nem agora — disse em estaccato. —  e nem nunca.

Os olhos azuis transmitiam uma intensidade que ela nunca vira antes. A expressão de seu rosto era uma mistura de fúria com contentamento.  

A respiração de Luana ainda estava pesada enquanto ela absorvia a beleza daquele homem perigoso à sua frente. Por que ela simplesmente não conseguia dizer nada?

David pôs uma mecha dos cachos dela para trás da orelha, e se afastou um pouco.

— Eu não queria te assustar, Luana. — Ele disse, mesmo sabendo que talvez tivesse obtido o efeito contrário. — Mas também não vou desistir de você. Eu te amo, e vou fazer o que for preciso para você ser minha.

O subir e descer da blusa já não estava mais tão acelerado quanto antes, mas Luana continuava o fitando, completamente incapaz de dizer uma palavra. Ela queria dizer tantas coisas a ele, insistir que já estava envolvida por outro alguém e que o sentimento que David tinha por ela não poderia ser correspondido. Mas as suas ações - ou falta delas - pareciam se sobressair.

Os dedos longos de David soltaram gentilmente as mechas cacheadas e acariciaram o contorno da face feminina, não apenas num suave gesto de carinho, como também de adoração. Aquela à sua frente, a ex-garotinha e agora mulher, era tudo para ele.

— Eu já vou — David murmurou ainda bem próximo a ela.

Ele se retirou com a mesma rapidez com que apareceu, deixando-a atônita no canto escuro do comprido corredor. Luana tentou se recompor, devia estar horrível. Ela encostou a cabeça na parede, e fechou os olhos por um breve instante, tentando organizar e reorganizar os pensamentos, mas de nada adiantava. Fitou a esquerda, mas quase nada do salão podia ser visto daquele ponto do corredor, o que ela agradeceu silenciosamente, pois ninguém poderia ter visto o que acabara de ocorrer entre ela e David ou até mesmo vê-la naquela situação. Estava vulnerável demais, confusa demais.

Antes de se retirar, David parecia estar ainda mais convencido e seguro de si do que antes, mesmo que Luana nem mesmo pudesse contestar e desmentir todas as suposições - e ela sabia que não podia. Afinal, por que sentira um incômodo tão grande ao ver David beijando Nina, mesmo que o ocorrido entre os dois não fosse de sua conta? Aquilo, certamente, a deixara muito irritada, mas Luana ainda não sabia o porquê. E o pior: se deixara ser seduzida por ele.

O corpo quase desfalecido de Luana deslizou da parede ao chão, e uma voz dentro dela agradeceu por ter algo para se manter apoiada. As suas pernas ainda tremiam e a sua mente estava perdida em tantas perguntas e manter-se consciente, ou possivelmente seria abordada por algum conhecido ou estranho. 


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