- E então, está gostando do lugar? - Fábio perguntou à patroa que mantinha o sorriso no rosto.
Aline assentiu encantada. Mas Fábio sabia que aquele sorriso bobo estampado no rosto da jovem senhorita não se tratava apenas do belo lugar, mas também por causa de alguém especial.
- Sim - Ela limitou-se a responder enquanto apreciava a paisagem local.
Fábio assentiu atentamente observando como Aline suspirava sonhadora.
- E o garoto? - Fábio perguntou. - Ele parece ser legal.
Fábio abriu a porta do carro para que ela pudesse entrar e Aline olhou sem jeito para o funcionário.
- Acho que você sabe - Ela sorriu. - Tenho quase certeza de que você sabe o porquê de eu estar assim. Afinal, foi você quem me apresentou a ele.
Fábio sorriu enquanto a jovem patroa se sentava no banco do passageiro e fechou a porta do quarto.
- Verdade - Fábio deu a volta e assentou-se em frente ao volante. - Por mais lindo que seja este lugar, o seu sorriso bobo indicava mais que isso.
Aline sorriu mal conseguindo esconder a alegria.
- Parece que você me conhece bem. - Ela suspirou sonhadora. - Ele é tão incrível, tão adorável.
Fábio assentiu e olhou para a jovem patroa pelo vidro do retrovisor.
- Não sei ao certo, mas parece que tem alguém apaixonada aqui...
Aline deu risinhos de alegria, mas nada mais falou. Apenas suspirou olhando para a bela paisagem lá fora.
◇
Fábio suspirou absorvendo o ar puro vindo das árvores.
Ele estava sentado no banco em frente à escola. O mesmo banco onde havia marcado de se encontrar com Daniel e o filho dele.
Fábio olhou para o lado e percebeu Daniel e o menino chegando. Ambos tinham os mesmos olhares esperançosos. Pai estava de mão dada com o filho que saltitava cheio de energia enquanto Daniel permanecia reservado. Não havia malas, apenas uma mochila grande que Daniel carregava sobre um dos ombros.
Fábio sorriu.
Daniel não só tinha sido pontual, como, de fato, parecia estar cheio de expectativas. Para dizer a verdade, ele também.
- E então? Prontos para partir? - Fábio perguntou quando pai e filho se aproximaram.
Fábio levantou-se e ele é Daniel apertaram as mãos em cumprimento.
- Sim - Daniel assentiu satisfeito. - Mais uma vez, obrigado pelo que está fazendo.
Fábio meneou a cabeça e encarou a criança.
- E aí, garotinho. Como se sente?
Johnata sorriu.
- Contente, já que vou conhecer a mamãe.
Fábio assentiu.
- Bem, será uma longa viagem até lá.
- Eu aguento - Johnata pulou mostrando a energia que tinha de sobra.
Fábio e Daniel sorrira achando graça.
- Bem, o carro está ali - Fábio indicou o carro antigo mais à frente. - Vamos?
Daniel assentiu e olhou para Johnata.
- Vamos filho.
O menino sorriu o pai e Daniel entregou sua mochila para Fábio guardar no porta-malas, enquanto prendia firmemente o cinto de segurança em Johnata.
Johnata encarou o pai, confuso.
- Você não vem? - O menino perguntou quando Daniel estava prestes a fechar a porta.
- Papai vai na frente - Daniel respondeu e beijou o rosto do menino antes e bater a porta.
Fábio e Daniel se puseram em seus lugares e prenderam os cintos de segurança. Antes de dar a partida, Fábio olhou de relance para Daniel e notou que suas mãos tremiam.
- Você está nervoso, não está? - perguntou.
Daniel sorriu sem jeito.
- É, um pouco - respondeu.
- Tente se acalmar. Tudo vai dar certo. - Fábio engatou a marcha. - Certo, Johnata?
- Sim! - o menino respondeu com entusiasmo mesmo sem ter ideia sobre o que os dois adultos estavam falando.
- É isso aí - Fábio falou deixando-se levar pelo entusiasmo do menino e, enfim, deu a partida.
Daniel assentiu e suspirou profundamente. Tudo ficaria bem, ele teria que ter fé.
Olhou a paisagem pacata lá fora. Sentiria saudade de seu lar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário