Ainda em meio à duradoura e cansativa viagem, Daniel, Johnata e Fábio pararam para comer em uma lanchonete em beira de estrada. Eles tinham de ser rápidos em sua jornada, mas decidiram não apressar as coisas - não de um modo que fizesse algumas coisas darem errado.
Enquanto descansavam um pouco, antes e voltarem para a estrada, Johnata brincou num lugar encantador que pertencia ao restaurante. O lugar era uma mini fazenda, com mais mesas e cadeiras para quem quisesse comer ao ar livre, brinquedos para as crianças, um pequeno lago com uma ponte de corda logo acima, e alguns animais, como cavalos e cabras espalhados por todo o terreno.
Daniel pôde relaxar e sentiu-se em paz; por Johnata estar se divertindo , é por aquele lugar tão belo e interessante encontrado no meio da estrada lembrar-lhe tanto a sua casa.
Por um breve momento, perguntou-se como estariam os seus cavalos, suas plantações. Não que ele não quisesse ter aquela viagem, afinal, era a jornada de sua vida; mas sentia falta de seus animais, do seu canto.
Na continuação da viagem, o carro havia morrido no meio do caminho, é demorou um certo tempo para que Daniel e Fábio pudessem resolver o problema, apesar de Daniel não saber quase nada sobre carros.
Para evitar mais tempo perdido, eles não se hospedaram em qualquer hotel em beira de estrada ou dentro das cidades. Fábio continuou a seguir todo o percurso até o endereço almejado que ficava à um dia de distância. Não foi cansativo para ele, pois os três continuavam com bastante energia para seguirem em frente. O restaurante fazenda havia sido o único local que eles haviam parado para comer e descansar um pouco, após isso, comeram e beberam no carro com tudo o que compraram no local para a continuidade da viagem. No meio de todo o caminho percorrido, pararam somente uma vez para fazerem suas necessidades mais íntimas e abastecer o carro.
Johnata quase não dormia, não somente pelo carro ser um pouco desconfortável para se passar uma noite, mas porque o menino sentia-se ainda mais enérgico que antes. Pensar que faltariam apenas poucas horas para saber sobre a sua mãe e, enfim, vê-la pela primeira vez, o deixava ainda mais ansioso.
Daniel olhou para Johnata e para Fábio. Ambos estavam bastante concentrados — Johnata em seus estudos no pequeno caderno, e Fábio que mantinha os seus olhos focados na estrada lisa e quase deserta. Ele bocejou. Certamente, Fábio devia estar com ainda mais sono do que Daniel e Johnata, por conta da tarefa de manter-se completamente acordado para continuar dirigindo rumo à casa de Camila.
Eles realmente não queriam ser tão apressados, pois não queriam que algo desse errado, apesar do carro ter morrido no meio da estrada pouco tempo atrás. E o endereço da casa de Camila estava nas mãos de Daniel, portanto, não teria erro dessa vez. Mas, ao mesmo tempo, Daniel queria evitar certos imprevistos; ele não queria que acontecesse praticamente o mesmo que aconteceu quando voltou a encontrar Fábio ainda no vilarejo — sentir que a linha que ligasse ele e Aline estivesse prestes a se juntar para logo depois se separarem novamente.
Daniel olhou para a janela ao lado, observando o belo nascer do sol iluminando as pequenas nuvens separadas por toda a extensão do céu.
Ele não era é nem queria ser o tipo de pessoa otimista demais, mas agora podia sentir, com todo o seu coração, que eles voltariam para o rancho que Daniel tanto sentia a falta e, dessa vez, estariam acompanhados de Aline — definitivamente, para todo o sempre.
◇
Era noite, a última noite que Aline teria no rancho. O dia seguinte seria de despedida e tristeza, mas eles continuaram a se divertir e aproveitar o máximo possível o pouco tempo que ainda lhes restavam.
Já era tarde, pouco depois e meia-noite, é Johnata dormia tranquilamente no berço, o vento suave do ventilador refrescando o pequeno corpo do bebê. A cama de casal permanecia arrumada e vazia, os únicos e baixos sons sons vinham da sala. O fogo estalou na lareira, iluminando parte do ambiente escuro e quase silencioso, ajudando a esquentar os corpos nus entrelaçados do casal apaixonado.
Daniel e Aline mais uma vez estavam fazendo amor, mas aquela nome seria a mais especial para os dois. A noite que marcaria as suas vidas, e talvez a última que teriam juntos. Os corpos de ambos se aninharam e se entrelaçaram como se fossem apenas um, e os únicos sons audíveis no ambiente escuro e silencioso eram de gemidos, respirações rasas e sussurros de palavras doces e carinhosas que trocavam durante o ato de amor.
Aline gemeu baixinho, sentindo todo o seu corpo tremer.
Daniel ía e vinha, olhando admirado e apaixonado por ela. Ele emitiu um gemido gutural, esforçando-se para continuar mantendo o controle e a lentidão do coito. Estava devagar, mas tão profundo e intenso...
— Daniel... — Ela chamou o seu nome mais uma vez, agarrando-se nos braços fortes do homem que amava.
Daniel podia se agachar um pouco mais para sentir as unhas dela arranhando as suas costas, mas ele quis continuar sustentando-se nos braços sobre o corpo dela, pois adorava olhar para o rosto belo que deixava transparecer todo o prazer que eles estavam sentindo.
— Eu amo tanto você — ele disse movendo-se num delicioso vai e vem. — Não vai ser isso que irá nos separar.
Aline emitiu outro gemido baixo e pendeu a cabeça para trás. Daniel sorriu e aproveitou para beijá-la no pescoço.
— Eu te amo — ele repetiu com a voz distorcida pela respiração pesada. — Johnata e eu... estaremos sempre aqui à sua espera.
Aline fitou o seu amado e sorriu.
— Eu vou voltar... — Aline acariciou o rosto do homem que amava com todo o seu ser. — Cedo ou tarde, eu voltarei e poderemos, enfim, ficar juntos.
Daniel também sorriu para ela e agachou-se um pouco para que os lábios ansiosos de ambos pudessem ser tocados. Ele continuou com os mesmos movimentos lentos e profundos para dentro do corpo quente de sua mulher, a pessoa mais maravilhosa que já conhecera. Aline acariciou o rosto de seu amado e o beijou profundamente, deixando transparecer o quanto o amava e o quanto sentiria a sua falta.
— Cuide do nosso filho — ela disse após quebrar o delicioso beijo. — Fale sobre mim para ele... o quanto eu o amo... e o quanto ele significa para mim.
Daniel, ainda movendo-se lentamente, pegou a mão delicada de Aline e a beijou carinhosamente em seguida.
Aline e Johnata haviam passado pouco tempo juntos, mas de forma memorável para ela. Aline amava passar o tempo ao lado de Daniel, mas preferiu passar a maior parte do tempo com o filho, cuidando do bebê e cultivando memórias ao lado dele. Daniel podia lembrar-se dos doces e tranquilos momentos em que mãe e filho interagiam entre si enquanto ele trabalhava; Aline se aperfeiçoando a cada dia como mãe, fazendo de tudo para agradar e divertir o seu bebê, e Johnata correspondendo com engraçadas e deliciosas risadas. Para Daniel, ver ambos interagindo e passando aqueles preciosos momentos juntos, era ainda mais que satisfatório — era uma das melhores coisas que se podia apreciar.
— Eu direi — Daniel sussurrou para a sua amada, agachando-se um pouco mais para que pudesse olhar mais à fundo nos lindos olhos dela. — Vou contar a Johnata sobre você... sobre o quanto você é maravilhosa. — Daniel avançou um pouco mais, fazendo Aline tremer de prazer. — E que ainda seremos uma família.
Aline o beijou docemente e continuou a acariciar de modo carinhoso o rosto dele, tocando nos fios molhados pelo suor.
— Nós já somos uma família, meu amor — ela disse com a voz suave.
— Eu sei — Daniel assentiu e a beijou novamente. — Mas me refiro a ficarmos juntos, nós três. — Daniel moveu-se ainda mais lentamente, acariciando os fios úmidos espalhados pelo tapete da sala. — O seu irmão vai conseguir se recuperar, acredite. E mesmo que passe muito tempo, eu, Johnata e você estaremos juntos para sempre.
— Para sempre — Aline repetiu e sorriu apaixonada para o seu homem amado, tendo os seus lábios tomados num beijo intenso e maravilhoso.
E assim permaneceram por toda a noite, se amando, trocando carícias e sussurros de amor. A lentidão e intensidade do contato mais íntimo dos dois corpos suados continuava no mesmo ritmo, pois eles de nada tinham pressa, queriam aproveitar ao máximo o tempo curto que ainda tinham.
Por toda a madrugada, Daniel e Aline se amaram pela última vez, e apenas adormeceram exaustos, enfim, quando faltou pouco tempo para o amanhecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário