domingo, 28 de março de 2021

A noiva do Drácula (nova versão) - capítulo 3



Ah, não... Merda!

Luana acordou um pouco desorientada e percebeu que o ônibus já passou do ponto que deveria soltar. Ela limpou a baba que havia escorrido do canto da boca com as costas da mão e se levantou num pulo.

— Motorista! — Ele não a atendeu. — Motorista! — Luana o chamou mais uma vez e o homem a atendeu, mal-humorado.

— O que foi?

— Já passou do meu ponto!

— E eu com isso? Você que tinha que prestar atenção e apertar o sinal — ele respondeu com grosseria.

Lidar com aquele homem não seria fácil. Luana fez cara feia. Seria melhor descer do ônibus e pedir ajuda à outra pessoa.

— Decida-se logo onde você vai ficar, porque eu já vou levar o ônibus para a garagem!

— Vou ficar aqui mesmo! — Luana respondeu com pouca paciência para as grosserias daquele ogro.

— Aqui, onde? — o motorista mal-humorado perguntou, dirigindo tão rápido que Luana segurou-se em duas barras de ferro para não cair.

— Pode ser aqui mesmo!

Ela olhou para a parte de trás do ônibus; estava vazio. Só havia ela ali. Não era possível que havia dormido por tanto tempo. O ônibus parou.

— Pode descer! — falou a criatura insuportável.

Luana o fitou com irritação e desceu. Após ela descer, o ônibus partiu num arranco. Ela observou o ônibus sumir pela estrada e olhou para o lugar onde havia descido. O lugar era deserto e um breu, apenas com alguns postes de luz iluminando, mas a grande maioria com lâmpadas fracas e oscilantes.

Luana engoliu em seco.

Não esperava soltar em um lugar tão deserto assim. Poderia até ser assaltada. Senão, pior...

Ela tomou coragem e andou pela estrada deserta, no sentido contrário de onde o ônibus partiu. Tinha que achar alguma casa por lá. O que ela mais queria era encontrar um lugar e pedir para que deixassem ligar para a madrinha e dizer que demoraria para chegar em casa. Mesmo até que ouvir sermões, como sempre. Se seu celular não estivesse no conserto, daria para ligar.

Não havia uma única alma viva naquele lugar. Mesmo após tanto andar, o máximo que pôde ver foi um cemitério à direita, do outro lado da calçada. Como também era um local escuro e vazio, ela preferiu continuar seguindo em frente. Luana já estava começando a ficar com medo das coisas que poderiam acontecer, fossem elas reais ou apenas frutos de sua imaginação temerosa.

Meia hora depois de andar, e exausta demais, Luana achou uma casa à esquerda ao alto da ladeira da estrada.

Bem, estava um pouco longe, porque só dava mesmo para ver o portão de ferro e o jardim. Mas aquilo não era uma casa — era um palácio.

Algumas luzes estavam acesas. Ela poderia ir até lá e procurar ajuda. É claro que a casa era um pouco estranha e sombria, combinando com o lugar, mas era a única casa que ela viu depois de todo aquele caminho percorrido. Tinha que tentar.

Luana andou para perto da grade, mas notou que não tinha campainha em qualquer lugar perto do portão. Ao menos tentaria chamar por ajuda.

— Olá! — Ela chamou, mas só recebeu o silêncio como resposta. — Olá! — ela chamou novamente, mas nada se ouviu.

Não era tão estranho não poderem ouvi-la. A casa era gigantesca.

Luana se inclinou mais para a frente para chamar mais uma vez, quando o portão se abriu. Ela olhou para as portas duplas de grade, percebendo que elas estavam abertas o tempo todo. Mas, ela poderia entrar? Não seria falta de educação de sua parte? Decidiu jogar a educação ao inferno. Ela estava perdida e precisava de ajuda.

Luana entrou com cautela, fazendo força para empurrar o portão pesado, e observou o jardim. Mesmo à noite, dava para se notar a beleza daquele lugar. Mas não podia focar naquilo, pois tinha outras coisas para se preocupar.

Ela fechou o portão, com a mesma dificuldade que abriu, e andou na direção da casa.

Aquilo, realmente, parecia um palácio, pois a arquitetura era bem antiga, não apenas pelo tamanho, mas também tinha detalhes de cores frias e sóbrias na casa. Era estranho e, por mais que parecesse bobagem de sua parte, aquilo também dava medo.

Luana parou em frente às portas duplas de entrada. Ao menos ao lado das portas de madeira havia uma campainha, que ela apertou, mas também recebeu o permanente silêncio como resposta.

Ela se abaixou um pouco para espiar pela fresta de uma janela, dando lugar à curiosidade. As luzes da casa eram baixas; iluminavam, mas não muito. A casa era tão grande por fora, quanto por dentro. Tinha até mesmo um enorme lustre acima de um imponente cômodo que parecia ser a sala de estar. Mas, o resto não se podia ver.

— Olá! — Ela chamou mais uma vez.

Luana pulou de susto ao perceber que haviam duas mulheres olhando para ela. Quando elas haviam aparecido?

Ambas usavam vestes um tanto antiquadas para o tempo atual, com aventais surrados sobre os vestidos, e tinham cabelos cheios e frizados. Uma delas tinha a pele clara, enquanto a outra tinha a cor de pele escura e reluzente. Ambas eram lindas.

— Oi... — Luana gaguejou, fitando os rostos sorridentes das duas. — Eu... estou procurando por ajuda.

— Oh, pobrezinha... — A mulher mais clara lamentou e olhou para a colega com os seus lindos olhos amendoados. — Shartene, acho que ela está perdida.

Os olhos cor de mel de Shartene se fixaram em Luana.

— Não sabe onde fica a sua casa? — Ela indagou mostrando um pouco de compaixão. — Perdeu a memória?

— Não, eu não perdi a memória, apenas me perdi — Luana respondeu. — O ônibus onde eu estava me deixou no lugar errado.

— Não se preocupe — a dona dos olhos amendoados disse, o semblante demonstrando simpatia e acolhimento. — Me chamo Miranda, minha amiga se chama Shartene. E você?

Shartene e Miranda... Eram nomes diferentes e que, de certa forma, combinavam com elas.

Luana esboçou um sorriso educado. Elas pareciam ser boas pessoas.

— Me chamo Luana — ela respondeu igualmente simpática, embora a sua ansiedade fosse perceptível. — Eu realmente preciso ligar para a minha madrinha e dizer que estou bem.

— Sim, iremos te ajudar — Miranda disse com o tom de voz suave e que transparecia calma.

— Venha, vamos para dentro — Shartene a chamou e estendeu a mão para que Luana pudesse segui-las.

Era estranho... Parecia que elas se comportavam do mesmo modo, como se fossem irmãs gêmeas, o que obviamente não era o caso.

— Obrigada — Luana agradeceu um pouco mais aliviada.

As duas a levaram para dentro e Luana foi convidada a se sentar num dos sofás de tecido confortável de uma cor que parecia ser bege escuro ou marrom pastel.

Realmente, a casa era linda, embora parecesse bem antiga e um tanto sombria com os tons mais claros e mais escuros de madeira que preenchiam o ambiente, principalmente na sala de estar, onde tinham decorações com cores bem semelhantes. O lustre ao centro era mesmo enorme. Luana olhou para a escada clássica circular com os mesmos tons em madeira; parecia ser uma daquelas escadarias de palácio que havia visto em filmes. E mesmo com a luz baixa, a sala era bem iluminada.

— Aceita um cafezinho? — Shartene perguntou.

— Ah... sim. Obrigada — Luana aceitou e sorriu agradecida, mesmo que estivesse ansiosa para chegar em casa.

— Não há de quê — Shartene respondeu soando bem hospitaleira.

Pelas agitações das duas, café era o que elas mais ingeriam, Luana pensou as observando. Ambas eram tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, tão parecidas.

— Já pegaremos para a senhorita. — Miranda sorriu para ela e acompanhou sua "gêmea" até um corredor próximo, embora Luana não pudesse ver nada daquele ângulo.

A casa era delas? Se fosse, era muito grande só para as duas. Com certeza tinham mais pessoas morando lá.

Após um breve momento de espera, Shartene e Miranda voltaram com um jogo de café, que parecia ser de porcelana, apoiado sobre uma bandeja prateada. 

Luana teve vontade de rir. Parecia que as duas não conseguiam fazer nada separadas.

Bon apetit. — Shartene disse e pôs um liso e branco guardanapo de pano sobre as pernas juntas de Luana, Miranda pegou o pequeno bule e despejou café na pequena xícara pela metade, oferecendo a Luana em seguida, com o pires de apoio.

— Obrigada — Luana agradeceu mais uma vez às duas e tomou um gole de café. Nossa, estava delicioso. Mas aí ela lembrou... deveria ligar para sua madrinha. Ela pôs a xícara em cima da bandeja que estava apoiada numa grande mesa de centro à frente. — Preciso ligar para a minha madrinha. Vocês me permitiriam fazer isso agora?

As duas riram achando graça. O que era tão engraçado?

— Nós não temos que "permitir" nada — disse Miranda.

— Sim. Somos apenas criadas — completou Shartene.

— Criadas? — Luana repetiu.

— Sim — uma voz grave surgiu do outro lado.

Luana ficou de pé imediatamente e se virou para a direção de onde vinha a voz.

Dois homens estavam perto de uma outra passagem à esquerda que ficava atrás das costas do outro sofá ao lado, ambos vestidos com elegantes roupas de cores frias e neutras. Um aparentava ser mais velho e era o mais alto, cabelos curtos e grisalhos. O outro era um pouco mais jovem, tinha cabelos negros, na altura do pescoço, jogados para trás e bela aparência. Não precisava ser muito inteligente para saber que aqueles dois tinham um nível bem próximo de parentesco, dado a incrível semelhança. Irmãos, talvez? Ambos tinham os mesmos olhos azuis intensos e profundos. Eles lembravam muito... David.

— Boa noite — Luana gaguejou um pouco acanhada.

O homem mais jovem foi até onde ela estava e segurou a sua mão.

— Boa noite, minha bela. — Ele beijou a sua mão num gesto cortês e um tanto antiquado. Certamente, eles não eram nativos daquela cidade.

— Queira se sentar, minha querida — disse o homem mais velho, o dono da voz mais grave, e sentou-se numa poltrona ao centro que ficava de frente para o jogo de sofás. Ela fez como o pedido, com o outro homem ainda segurando sua mão e sentando-se ao seu lado.

— Desculpe incomodá-los. Sei que está tarde, mas...

— Não seja por isso, a noite é uma criança — o mais jovem disse, apertando de leve sua mão. Parecia ser loucura, mas ela estava gostando do toque dele.

— É que eu... — Luana gaguejou. — eu estava num ônibus, prestes a voltar para minha casa, só que acabei cochilando e parei aqui. Com certeza, estou muito longe de casa e queria pedir ajuda a alguém. Também tenho que ligar para minha madrinha, ela deve estar preocupada.

— Ah, sim — o mais velho refletiu. — Shartene, Miranda, tragam o telefone — ele ordenou às duas.

Ouí, milorde — as duas responderam e saíram da sala para um outro cômodo.

Milorde

Aquilo estava começando a parecer mais estranho e confuso do que antes. Sem contar pelo homem atraente e peculiar ao seu lado que não soltava a sua mão.

— Pronto. — O mais velho olhou para Luana, embora o seu olhar estivesse um pouco mais rígido para o homem mais jovem ao lado dela. — A propósito, esquecemos de nos apresentar. Meu nome é Ivan. Prazer em conhecê-la, milady.

Milady...

— Também esqueci de me apresentar. — O mais novo sorriu para ela, ainda segurando sua mão. — Meu nome é Drácula. — Ele sorriu sedutoramente e ergueu a sua mão para depositar outro beijo delicado.

Luana ficou anestesiada por esse gesto cortês, embora parecesse estranho, e sorriu para ele, que lhe sorriu de volta, os olhos azuis brilhando. Realmente, ele lembrava muito David.

Drácula?

Apesar de estar encantada com o gesto cortês e antiquado, Luana conseguiu notar um misto de surpresa e repreensão no olhar de Ivan para o homem mais novo. 

Shartene e Miranda voltaram com um telefone sem fio servido numa bandeja menor e a colocaram apoiada em frente à Luana na grande mesa de centro, ao lado do jogo de café.

Mais uma vez, Luana teve vontade de rir. Até mesmo um aparelho de telefone era servido numa bandeja de prata. Aquela família não parecia ser nem um pouco normal.

— Oh. Obrigada. — Luana soltou a sua mão da mão delicada e macia do homem ao seu lado e se inclinou um pouco para discar o número do telefone de casa.

— Ainda vai querer o café, milady? — Miranda perguntou, abaixando-se para recolher a bandeja.

— Oh, não. Obrigada — Luana agradeceu educada, mas ainda achando estranho eles estarem referindo-se a ela daquela forma. Aliás, quase tudo naquele lugar e naquele momento estava sendo estranho.

Enquanto ainda estava chamando, Luana observou Shartene e Miranda levando a bandeja com a xícara ainda quase cheia, e Drácula desviando seu olhar do olhar de descontentamento de Ivan. A chamada foi atendida. 

— Alô — a voz de Dolores atendeu do outro lado da linha.

— Alô, madrinha. Sou eu, Luana.

— Onde você está, Luana? — a preocupação em sua voz era reconhecível.

— Acabei passando do ponto perto de casa, madrinha. O motorista do ônibus me deixou em um lugar bem longe.

— Ah, meu Deus...

— Mas, calma, já comprei os seus remédios.

— E eu lá quero saber de remédio, sua boba? — sua madrinha se exaltou, a voz embargada. — Quero saber como você está e onde está!

— Estou bem, madrinha. Não se preocupe. — Luana olhou de relance para o homem ao seu lado e percebeu que ele também estava olhando para ela. — Vou ver se consigo pegar uma carona e ir para casa.

— Carona?! — Dolores repetiu em voz alta. — Você quer ser violentada, menina?!

Dolores era exagerada demais e muito protetora, mas Luana a compreendia. Ambas só tinham uma a outra.

— Não, madrinha, vai ficar tudo bem — Luana disse para tranquilizá-la.

O pior é que ela não sabia o que fazer. Já estava quase entrando em pânico, mas não diria isso a Dolores.

— Com sua permissão... — Luana se surpreendeu ao notar o belo homem ao seu lado pegar o gancho do telefone de sua mão e o colocar no ouvido. O que ele iria fazer? — Boa noite, madame. Sua afilhada se perdeu e já vou levá-la para sua casa. Não se preocupe.

Ele... iria mesmo levá-la para casa?, Luana perguntou-se surpresa.

— Sim... sim... Não, não — ele repetiu ao telefone, pacientemente. — Não se preocupe... Sim.

Luana sentiu pena dele naquele momento. Sua madrinha era irritadiça e nada paciente.

— Tudo bem. La revedere — ele se despediu num outro idioma que ela não soube identificar e desligou o telefone, olhando para ela. — Pronto, milady...?

— Luana — ela respondeu um pouco encantada com aquele homem. Seus olhos estavam enfeitiçados pelos dele.

— Pronto, Bela Lua. Tudo resolvido. — Ele se pôs de pé. — Vou te levar para casa. Venha. — ele estendeu a sua mão.

Bela Lua? Aquela tinha sido a primeira vez que Luana recebeu um apelido de alguém. Um apelido um tanto estranho, mas também bonito.

Luana também estendeu a sua mão, tocando a dele, e se levantou.

— Então, vocês já vão? — Ivan perguntou.

— Sim. Obrigada, Ivan — Luana respondeu. — Foi um prazer conhecê-los.

— Igualmente. — Ele sorriu de modo educado e fitou o mais novo. — Cuide dela, hein... Drácula. — Ivan disse para o irmão mais novo, enfatizando o nome "Drácula" com certa ironia.

— Pode deixar — o outro respondeu parecendo ignorar o olhar de repreenda do mais velho. Ele pegou um casaco macio estendido no mancebo que estava perto da entrada da sala e o ofereceu a ela. — Está frio. — Ele sorriu.

Aquele homem era mesmo muito bonito. Era como se fosse uma versão mais velha de David. Era tão estranho. Eles eram muito... parecidos.

Ele abriu a porta para Luana passar primeiro e ela se despediu pela última vez. Luana vestiu o casaco e se agasalhou. Realmente estava frio, Luana concordou em pensamento ao apertar o casaco imenso ao seu corpo pequeno. Ela atravessou a porta, olhando para trás; queria ter se despedido de Shartene e Miranda.

Ao chegarem no jardim, Luana olhou em volta enquanto ele havia saído para o lado oposto. O cenho dela franziu ao perceber que bem lá ao fundo havia uma carruagem bem pomposa, ao estilo século XVII, toda adornada em vinho e algo que parecia ser ouro. Na frente, dois cavalos imensos e negros, tão imponentes quanto a carruagem, relincharam e bateram com os seus cascos no chão. A imagem era um tanto... sinistra, mas também encantadora.

— Vamos, Bela Lua. Vamos até o carro.

Carro?, ela perguntou silenciosamente.

Luana olhou novamente para o mesmo lugar, mas no lugar da carruagem com os cavalos negros, estava uma Lamborguini muito vermelha com pequenos detalhes dourados.

Ela continuou a fitar o carro por um longo tempo, sem saber o que pensar ou o que dizer. Certamente, sua mente estava lhe pregando peças ao ponto de fazê-la ver coisas que não existiam.

— Bela Lua? — ele a chamou mais uma vez.

Luana piscou algumas vezes, tentando sair daquele transe.

— Me desculpe.

Ao chegarem até o carro de luxo, o elegante homem abriu a porta do carona para ela. Ele parecia ser um perfeito cavalheiro.

— Obrigada — Ela agradeceu e entrou, sentando-se no banco e puxando o cinto de segurança, e o viu contornar o carro para abrir a porta do motorista. Uma vez lá dentro, ele sorriu para ela.

— Não precisa se preocupar. Vou te levar sã e salva.

Seu medo era tão aparente assim? Entretanto, apesar de temer um pouco aquilo tudo, era evidente que aquele homem era gentil e educado, e estava se propondo a ajudá-la. Ele se parecia com David na aparência, mas não no jeito. Não que David não fosse um cara legal, mas ele era muito... selvagem.

— Pronta? — Ele indagou, despertando-a de seus pensamentos.

— Sim... — Ela sorriu educadamente para ele, que lhe sorriu de volta. — Mas, é que... eu não sei direito o caminho.

Ele sorriu, tranquilizando-a.

— Não se preocupe.

Ele rodou a chave e arrancou com o carro. Estava tão rápido que ela teve de se segurar no banco. O carro passou pelos portões abertos.

Mas quem havia aberto os portões?, Luana perguntou-se silenciosamente, olhando rapidamente para trás. Não havia ninguém nos jardins, exceto os dois.

— Não se preocupe, Bela Lua. Logo, logo chegaremos em sua casa.

Naquela velocidade, eles realmente chegariam num instante.

— Sim — Luana respondeu, sentindo-se um pouco aflita, apesar do gesto protetor e gentil vindo daquele homem.

Ela mal podia esperar para chegar em casa, cuidar de sua madrinha e descansar para mais um dia de trabalho no dia seguinte. Mas também não podia evitar sentir uma leve tristeza em saber que não veria o tal Drácula novamente.

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